Sarita Mota é historiadora com formação em Ciências Sociais, com atuação nos campos da História Moderna e Contemporânea, e investigação centrada na história social, agrária, ambiental e jurídica do contexto luso-atlântico, com foco no Brasil. Dedica-se à análise das relações entre terra, poder e território, examinando processos de territorialização, regimes de propriedade, conflitos fundiários, criminalidade, cidadania e dinâmicas de mudança social. Atualmente é investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-Iscte). Concluiu o doutoramento em Ciências Sociais em 2009, no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), tendo obtido, em 2018, o reconhecimento por equivalência do grau de doutora em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE-IUL, na especialidade Sociedade e Economia, Política e Cidadania. É mestre em Ciências Sociais, com especialização em Estudos Urbanos, título obtido em 2001 pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), instituição na qual concluiu também a licenciatura em História, em 1997, e o bacharelado em História, em 1996. No âmbito da investigação, coordena atualmente o projeto Crimes em comum: repensando os crimes contra a pessoa e a propriedade e a punição no mundo luso-brasileiro, c. 1808–1890, financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), e atua como co-investigadora responsável no projeto Criminalidade, violência e punição no espaço luso-atlântico e além: Portugal, Brasil, Angola e Macau entre o arcaísmo e a modernidade, 1756–1890, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No CIES-Iscte, coordenou o projeto Terra, Poder e Territorialidades na América Portuguesa (séculos XVI–XIX) e o ciclo de seminários Cidades & Impérios: dinâmicas locais, fluxos globais, desenvolvido em parceria com o grupo JIIAR/UFF – Justiça e Impérios Ibéricos do Antigo Regime. Integra e colabora com diversos grupos e redes de investigação, sendo investigadora associada do Escrit(h)as/UFF – Estudos Críticos, Teóricos e Historiográficos das Américas, integrante do JIIAR/UFF e do grupo Política, Sociedade e Economia no Brasil no longo século XIX, do PPGH da Universidade Salgado de Oliveira. Participou ainda do projeto Rebellion and Resistance in the Iberian Empires, 16th–19th centuries (H2020-MSCA-RISE) e foi membro integrado do Centro de Estudos de História Contemporânea do ISCTE-IUL de 2011 até a sua extinção em 2015. É membro das seguintes redes: Asociación Latinoamericana de História Rural (ALAHR); Rede de História Rural em Português (RURAL REPORT); Rede Portuguesa de História Ambiental (REPORT(H)A) e Sociedad Latinoamericana y Caribeña de História Ambiental (SOLCHA). Desde 2018, colabora como professora convidada no Mestrado em Estudos Brasileiros, programa conjunto da Faculdade de Letras e do ICS – Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde leciona tópicos das UCs História do Brasil I (séculos XVI–XVIII) e História do Brasil II (séculos XIX–XX). Possui ampla experiência profissional em docência e supervisão pedagógica em História, com atuação no ensino básico, técnico e tecnológico e no magistério superior. Exerceu funções de gestão em instituições públicas de Ciência&Tecnologia, nomeadamente no Campo de Provas da Marambaia (CPrM) e na Biblioteca do Exército (BIBLIEX), e coordenou projetos de Extensão Universitária na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e projetos de Integração Social no Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (Sesc-Rio).
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