Lista de Projetos

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Culturas Urbanas Radicais [RUC] investiga as ecologias políticas dos entrelaçamentos urbano-alimentares-solo no Antropoceno, no contexto da crise global do solo, examinando o fenômeno emergente do Vinho Natural [VN]. O VN é uma abordagem à vinificação de intervenção mínima, que desafia normas, práticas e imaginários associados à viticultura 'convencional' e à sua cultura ‘industrial’ (Legeron2020), e reúne produtores rurais e consumidores urbanos em uma comunidade global de distribuidores, estabelecimentos e associações. RUC compreende o VN como um fenômeno socioecológico que emerge na interseção de três culturas: 1. Uma ‘cultura do solo’ mais-que-humana (Puig2015), composta por bactérias, fungos, arqueias, insetos, plantas e humanos que compõem seu ‘terroir’ (Pavoni2020) 2. Uma (contra)cultura formada por valores, normas e práticas alternativas ao sistema agroalimentar industrial 3. Uma ‘atmocultura’ urbana criada pelos espaços urbanos onde é consumido (Brighenti&Pavoni2017) RUC entende o VN como: intrinsecamente urbano, por depender de economias politicas, estéticas e supply chains urbanas; e radical, por ser informado por um imaginário ecológico que desafia a ‘gramática de propósitos, meios e valores’ do sistema agroalimentar industrial (Pellizzoni2023:183; Gonzalez&Parga-Dans2023). A cultura urbana radical do VN emerge das circulações e fricções entre as ecologias mais-quehumanas de produção que o compõem, os imaginários alternativos que o alimentam, e as atmosferas urbanas através das quais é consumido. A crise global do solo (FAO2021) resulta da redução exploratória do solo a um recurso inerte para uso e extração humana, sistematicamente ocultando, poluindo e esgotando sua vitalidade ecológica. Se, como mostram os ativistas do solo, forjar futuros habitáveis no Antropoceno exige reimaginar as relações humano-solo além dos paradigmas existentes (Puig2015), isso não é apenas um esforço rural, mas também urbano. As relações urbano-alimentares—onde o sist...
Informação do Projeto
2026-02-16
2027-08-15
Parceiros do Projeto
FAMA dá grande ênfase à participação inclusiva, ao design sensível às questões de género e ao acesso digital, com uma plataforma multilingue para ampliar o seu alcance. Ao ligar educação, diálogo e defesa de causas, a FAMA capacita os cidadãos para salvaguardar os valores democráticos na era digital.
Informação do Projeto
2026-02-02
2028-02-01
Parceiros do Projeto
Nos últimos anos, Portugal e Espanha têm assistido a um desenrolar público e ao mesmo tempo controverso de políticas de memória sobre os seus passados violentos (coloniais, fascistas). Se em Portugal as atuais comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos e da independência das suas antigas colónias suscitaram debates sobre processos hegemónicos e oficiais versus alternativos de patrimonialização e o silenciamento de memórias do seu passado colonial, em Espanha a trajetória social da Lei da Memória Histórica desde a sua implementação em 2007 tem sido marcada por diferentes instâncias de disputa política e “lawfare”. Isto recorda-nos que a memória não é apenas (no sentido freudianos e sociológico) um território contestado, mas também que os processos de memória e herança são intervenções e mobilizações contingentes em conjuntos "disponíveis" determinados por hegemonias políticas (Samuels 2018). A questão mantém-se pertinente e ativa: o que motiva as mobilizações para preservação e arquivo (Derrida 1996), e que mobilizações se tornam hegemónicas ou marginalizadas no campo da memória que se gera? E mais importante, quais os custos epistemológicos, políticos e éticos de tais mobilizações? Que memórias se tornam invisíveis/indetetáveis/impossíveis no processo? Esta formulação equipara, portanto, os processos de memória e património, em particular os relacionados com a violência do passado, a mobilizações sociais necessariamente conflituosas que incorporam problemas de justiça, direitos humanos e reparações. A este respeito, embora a contribuição do património para a paz, a democracia e os direitos humanos tenha sido recorrentemente formulada através de canais políticos e académicos desde a sua formulação no âmbito da UNESCO, existe ainda um conhecimento e uma compreensão insuficientes dos contextos em que a patrimonialização contribui para a injustiça social através de processos de imposição, hegemonia, amnésia e silenciamento – em particular no que diz respeito às me...
Informação do Projeto
2026-02-01
2027-07-31
Parceiros do Projeto
"The project introduces an innovative GET approach (Grounded+Ecological+Transition) to pro-green urbanism and climate-sensitive territorial regeneration, tackling key challenges in the Mediterranean. It aims to create new curricula and networks of knowledge exchange to develop sustainable strategies, processes, and solutions that promote resilient, inclusive, and contextually-sensitive urban environments. This capacity-building initiative merges the place-based architectural and planning traditions of South-European schools to strengthen education, research and collaborative practice in the South Mediterranean (Egypt, Morocco) and Western Balkans (Albania, Montenegro). The project addresses the priority common needs in the regions (1) low effectiveness in the implementation of global policies, (2) fragmented and uncoordinated uni-sectoral plans, and finally, (3) the tardiness of the HE systems in qualifying graduates to address real development challenges and societal needs. The resulting curricula will be developed, tested, and transferred in a consortium of three European and seven non-European universities, alongside NGOs, that will drive structural education reform introducing integrative curricula, methodologies, and practical education. Curricula development process includes: (1) hands-on seminars for teacher training in Europe, and (2) workshops to test, fine-tune and contextualize content and methodologies. A second result is the establishment of an interdisciplinary, intersectoral network of upgraded GET Labs Labs in non-EU countries. The GET Labs will involve non-academics in the green transition and engage them with academia in an educational framework that is adaptable, practice-oriented, and responsive to local cultures, ecosystems, and socio-economic conditions. Ultimately, the project envisions enhanced HE systems that prepare young professionals to lead the green, sustainable and inclusive development of the Mediterranean."
Informação do Projeto
2026-02-01
2029-01-31
Parceiros do Projeto
Today, the world’s prisons are home to circa 11.5 million people globally, an increase of more than 27% from 2000. Post-incarceration is a major challenge that reflects and contributes to the broader systemic issues within the criminal justice system, expressed by high recidivism rates. This interdisciplinary project proposes to reframe what spatial assemblies, edifices and policies are necessary on the path from prison, addressing the reentry process using housing as an infrastructure of care, incorporating an abolitionist epistemology. HOUSINGFREEDOM aims to: — Develop an innovative conceptualisation for studying housing in the context of post-incarceration, by conducting a far-reaching study of reentry processes. This approach is designed to overcome limitations in global scholarship on the nexus between postincarceration life and housing insecurity. — Map and study how can the narratives of the formerly incarcerated people and their housing struggle facing reentry inform practical interventions, shaping more just urban landscapes, under a ‘abolition by design’ approach, also offering incisive policy analysis to informs policy reform. — Provide a solid conceptual, methodological, and empirical foundation for carcerality studies across a vast range of disciplines, through a participatory approach. Methodologically, HOUSINGFREEDOM offers innovative design-based spatial and visual analysis strategies to reimagine spatial justice and decent housing for those who leave incarceration, along mapping and multimodal ethnography. A research-by-design approach to humanize (not criminalize) by design will engage a Community of Practice with those affected by carcerality, centred in Portugal, Belgium and Norway. Radical and ambitious, HOUSINGFREEDOM bridges the gap between these seemingly distinct fields, carcerality and housing instability, by shedding light on the cyclical nature of poverty, crime, and social exclusion.
Informação do Projeto
2026-02-01
2031-01-31
Parceiros do Projeto