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Descrição Detalhada da Publicação
Título Revista
Revista Portuguesa de História Militar
Ano (publicação definitiva)
2023
Língua
Português
País
Portugal
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Abstract/Resumo
No essencial, na segunda metade do século XIX os direitos e modos de vida ancestrais dos Reinos tradicionais timorenses eram respeitados pelas autoridades portuguesas do território. Um território onde as práticas culturais e políticas timorenses e portuguesas coexistiam, influenciando-se e condicionando-se mutuamente, numa relação frequentemente tensa e hostil sempre que estava
em causa a salvaguarda dos interesses próprios de cada uma das partes. Em meados do século XIX as autoridades portuguesas de Timor dispunham apenas de cerca de quatro dezenas de soldados de infantaria para a defesa militar do território. Empenhados em permanência na defesa de Díli, esses efectivos eram manifestamente insuficientes para acorrer aos conflitos que frequentemente surgiam no interior do território. Confrontado com a insuficiência de efectivos treinados e armamento para responder às afrontas à sua autoridade, o Governador do território recrutava, sempre que necessário, combatentes nas Companhias de Moradores existentes nos diversos Reinos timorenses, mas também, em muito menor número, nas colónias britânicas. Este texto descreve de forma sucinta como em 1861, com o apoio decisivo dos efectivos fornecidos pelos Reinos leais, o Governador de Timor conseguiu ter sucesso nas operações que lançou para debelar as duas primeiras e mais significativas revoltas internas contra a dominação colonial portuguesa ─ as revoltas de Lacló e Ulmera.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Portugal,Timor,Revoltas,Século XIX
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