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Alberto Cruz. arquitetura tradição modernidade
Bernardo Pizarro Miranda (Miranda, Bernardo Pizarro); João Alves da Cunha (Alves da Cunha, João);
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Abstract/Resumo
A obra do arquiteto português Alberto Cruz (1920–1990), vasta, diversa e desenvolvida tanto em Portugal como no estrangeiro, permaneceu durante décadas praticamente ausente da historiografia da arquitetura portuguesa do século XX, apesar do contributo pioneiro de José Manuel Fernandes em 2004. Em 2019, por ocasião do centenário do seu nascimento, o Iscte – Instituto Universitário de Lisboa iniciou um projeto abrangente dedicado ao estudo, preservação e valorização do seu legado, estruturado em quatro eixos: (i) acolhimento, inventariação e digitalização do espólio; (ii) organização de um colóquio científico; (iii) produção de uma exposição centrada nas principais obras do autor; e (iv) publicação de uma monografia que consolida e divulga este património. A amplitude e heterogeneidade da obra de Alberto Cruz justificaram a constituição de uma equipa alargada de investigadores de várias instituições, garantindo leituras complementares sobre diferentes fases e temas da sua produção: a formação na Escola de Belas-Artes do Porto; o trabalho desenvolvido na DGEMN ao longo de duas décadas; a prática marcada pelo contextualismo e pelo regionalismo modernista; o desenho de mobiliário; a importância da arquitetura hoteleira na sua carreira; e o papel decisivo que desempenhou na construção do Caramulo. A pandemia de 2020 impôs alterações ao calendário inicial, coincidindo com a integração do projeto na Câmara Municipal de Cascais, que acolheu definitivamente o espólio no Arquivo Histórico Municipal em 2023 e apoiou a presente edição. Embora nascido no Porto, Alberto Cruz estabeleceu uma relação duradoura com Cascais desde 1945, onde desenvolveu projetos emblemáticos como o Hotel Baía, o Hotel Cidadela, obras no Estoril e projetos residenciais e públicos. Paralelamente, enquanto arquiteto da DGEMN, assinou um vasto conjunto de edifícios assistenciais e equipamentos públicos em Portugal e em contexto internacional, testemunhando uma prática capaz de articular tradição e modernidade, memória do lugar e exigências programáticas contemporâneas. A presente publicação resulta de uma primeira sistematização do espólio, reunindo obras produzidas entre 1942 e 1980. Longe de esgotar o estudo da sua carreira, procura estabelecer bases sólidas para investigações futuras, revelando um autor cuja obra — simultaneamente discreta e fundamental — ilumina dimensões essenciais da construção da arquitetura portuguesa para além dos grandes nomes e narrativas canónicas.
Agradecimentos/Acknowledgements
CAmara Municipal de Cascais; Fundação abel Lacerda; Direção Geral dos Monumentos Nacionais; Ordem dos Arquitetos; Cies-IUL e ISCTE.
Palavras-chave
Alberto Cruz,tradição,Modernidade,arquitetura