Lista de Projetos
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O populismo e o politicamente correto têm vindo a ganhar preponderâncias mas sociedades ocidentais e consequentemente em Portugal.
Podemos verificar esse fenómeno no aumento ao apoio à força política de direita radical nas eleições portuguesas de 2019, 2022 e de 2024. Desta forma, propomo-nos, num estudo exploratório, a averiguar como determinados fatores sociais, políticos e a concordância com atitudes populistas podem influenciar a discordância com o politicamente correto. Realizamos um inquérito online à população maior de idade, residente no concelho de Lisboa, tendo obtido 225 respostas válidas, posteriormente, recorremos a uma regressão linear múltipla, para a análise dos dados.
Foi possível observar que as pessoas que não se consideram feministas; que preferem ser representadas por um cidadão do que por um político; que defendem que os políticos falam demasiado e fazem pouco; que os políticos no Parlamento deveriam reger-se pela vontade das pessoas e que percecionam negativamente o efeito da imigração na economia social, são mais propensas a discordar do politicamente correto.
Estes resultados podem dever-se aos tópicos do discurso da direita radical populista em Portugal, porém estudos futuros são necessários para poder compreender estes resultados.
Supervisão: Guya Accornero
Informação do Projeto
2024-09-09
2024-12-09
Parceiros do Projeto
Explorar a ligação bidirecional entre o envelhecimento e o comportamento pró-social/ambiental, examinar os determinantes do comportamento e o impacto da ação na satisfação com a vida e no bem-estar físico e mental dos indivíduos.
Este estudo analisa os aspetos sociopsicológicos do envelhecimento e o seu papel na preservação cognitiva como formas de promover uma vida ativa e saudável e prevenir a demência.
Cada vez mais pessoas vivem cada vez mais anos. Portugal encabeça esta tendência global, sendo o quarto país do mundo com a maior percentagem de pessoas com 65 ou mais anos na sua população. O idadismo – o que pensamos (estereótipos), o que sentimos (preconceito) e como agimos (discriminação) em relação aos outros em função da sua idade – tem sido uma preocupação crescente neste contexto de envelhecimento populacional. A primeira avaliação internacional sistemática deste fenómeno – o módulo Experiências e Expressões de Idadismo do Inquérito Social Europeu (2008-2009) – revelou que o idadismo era a forma de discriminação mais prevalente, sendo experienciado por mais pessoas do que o racismo ou o sexismo. Quinze anos depois, o projeto chAnGEISM pretende reavaliar as experiências e expressões de idadismo em Portugal, replicando e expandindo este módulo do Inquérito Social Europeu na atualidade.
Informação do Projeto
2024-09-02
2025-09-01
Parceiros do Projeto
- CIS-Iscte - Líder
Se não podes vencê-los, junta-te a eles: Um estudo sobre o auto-reforço da corrupção nas democracias
Este projeto decorre no âmbito de uma bolsa de doutoramento com referência de financiamento 2024.01406.BD.
Democracias bem estabelecidas ainda lutam contra a corrupção, apesar dos esforços para combatê-la. Uma das razões pode ser que as políticas anticorrupção não abordam a corrupção como um fenómeno que se autoalimenta, ou seja, quanto mais disseminada ela é percebida, mais as pessoas estão dispostas a se envolver em comportamentos corruptos. Compreender a corrupção sob essa ótica é fundamental para combatê-la de forma eficaz. Portanto, este projeto visa responder à questão de investigação: «Como os indivíduos contribuem para a corrupção auto-reforçada nas democracias?», através de três mecanismos diferentes, mas inter-relacionados, de reações e processos sociais.
A corrupção pode ser auto-reforçadora porque a sociedade rotula o que é desvio ou não. Portanto, este projeto irá primeiro examinar como a sociedade define a corrupção e como isso pode explicar por que alguns comportamentos corruptos são ignorados, perpetuando assim a corrupção. Serão analisados dados secundários de duas pesquisas representativas realizadas em Portugal (n=1020) e Espanha (n=1506), uma vez que estes países têm baixos níveis de experiência e tolerância à corrupção, mas elevadas perceções de corrupção generalizada. Serão analisadas cinco dimensões da corrupção para compreender como as pessoas a definem. Além disso, serão realizadas análises de regressão para avaliar se a definição de corrupção representa diferenças na tolerância a atos corruptos específicos e que outras variáveis podem influenciar isso.
A corrupção também pode ser auto-reforçada porque o comportamento desviante é aprendido através de interações sociais e é motivado por sentimentos intrínsecos de auto-recompensa ou autocensura, bem como por sentimentos extrínsecos de validação social ou desaprovação. Assim, este projeto irá também investigar os mecanismos psicológicos que levam as pessoas a envolverem-se em atos de corr...
Informação do Projeto
2024-09-02
2028-09-01
Parceiros do Projeto
Página 38
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