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Diálogo social com o território: Nas redes de colaboração, qual o contributo das associações mutualistas?
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Abstract
este estudo explora como as associações mutualistas (ams) podem ser um ator social que colabora na mitigação da exposição dos territórios a riscos climáticos, nomeadamente nos pilares económico, social e ambiental. essa colaboração ocorre, por um lado, através das suas práticas locais que envolvem associados e sociedade civil, por outro, como promotoras de um legado geracional. No dicionário internacional da outra economia, identifica-se dimensões do património comum da humanidade, no qual se inclui a salvaguarda dos direitos das gerações futuras adotando um critério fundamental, a justiça intergeracional, com as respetivas restrições ecológicas ao desgaste desse património. considera-se, portanto, que a sustentabilidade ambiental depende de uma gestão rigorosa dos recursos disponíveis que permita a sua continuidade. algumas destas instituições apresentam mais do que 150 anos, em portugal, constituindo um ator no território com características que permitem afirmar que nelas existe um cuidado do legado geracional. através da análise estratégica de atores, com base na realização de entrevistas a atores sociais cujas instituições colaboram com as ams, pretendeu-se compreender desafios e objetivos estratégicos existentes. entre vários desafios estratégicos identificam-se dois, que justificam este resumo: valorização, afirmação e sustentabilidade financeira e económica das ams no território de acordo com a sua intervenção respeitando os princípios da economia social e solidária; e, inovação na estratégia de atração de associados e constituição de novas ams, bem como de processos de transição digital. do primeiro, destacam-se os objetivos mencionados: fortalecer a intervenção no território chegando a mais pessoas, desenvolvendo o modelo da organização coletiva em torno de um bem comum, incentivando a colaboração entre a Família da economia social e privilegiar a colaboração em rede dos serviços prestados pelas ams, dar respostas polinucleares no território em situação de proximidade e humanismo e ser indissociável o propósito destas organizações da sustentabilidade financeira, diferenciando-se pela qualidade dos serviços e atentos ao território da economia capitalista e participação ativa destas organizações no desenvolvimento territorial. do segundo os seguintes objetivos: implementação de um pilar estratégico assente na mudança de mentalidades, estabelecer parcerias estratégicas com o poder central na salvaguarda das gerações futuras e melhoria da qualidade do meio ambiente (e.g. transição digital verde). conclui-se que as ams no território português podem ser um ator chave, como uma resposta ativa que contribui para a mitigação dos efeitos dos riscos climáticos entre os seus associados e sociedade civil, como parceiro, entre o público e o privado, assim como para a salvaguarda do património comum da humanidade.
Acknowledgements
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Keywords
território,sustentabilidade,colaboração,associações mutualistas
Português