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Marques Alves, P. (2023). Sindicatos e mulheres: da exclusão a potencial fator de revitalização sindical?. I Congresso Tragevic – Género y trabajo(s): Encrucijadas para la igualdad en Iberoamérica.
P. J. Alves, "Sindicatos e mulheres: da exclusão a potencial fator de revitalização sindical?", in I Congr.o Tragevic – Género y trabajo(s): Encrucijadas para la igualdad en Iberoamérica, Cádiz, 2023
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TY - CPAPER TI - Sindicatos e mulheres: da exclusão a potencial fator de revitalização sindical? T2 - I Congresso Tragevic – Género y trabajo(s): Encrucijadas para la igualdad en Iberoamérica AU - Marques Alves, P. PY - 2023 CY - Cádiz UR - https://congresotragevic.org/ AB - Nos seus primórdios, o sindicalismo revelou uma atitude sexista, a qual orientou durante um longo período as suas estratégias face às mulheres. No entanto, dada a sua crescente inserção no mercado de trabalho, os sindicatos tiveram que reorientar as suas estratégias no sentido da sua organização, sem que o crescimento das mulheres nos efetivos sindicais se tenha traduzido num crescimento correspondente da sua proporção nos lugares de decisão. Tendo como campo empírico a administração pública, utilizando os dados mais recentes, relativos ao triénio 2020-2022, procurou-se avaliar a situação existente nos sindicatos com jurisdição neste sector. Em segundo lugar, pretendeu-se aferir num sindicato se o facto da equipa dirigente ser composta maioritariamente por mulheres, numa proporção muito superior ao peso que detêm na população potencialmente sindicalizável, pode ou não ser um fator que contribua para uma revitalização do sindicalismo. Numa primeira etapa utilizou-se a análise documental como técnica de observação, incidindo na informação disponível nas fichas biográficas das equipas dirigentes. Numa segunda etapa, a do estudo de caso, procedeu-se à realização de três entrevistas semi-diretivas, duas com sócias do sindicato e uma com a sua presidente. Um primeiro resultado refere a manutenção da tendência para a sub-representação das mulheres nas equipas dirigentes, a qual é particularmente significativa, nos sindicatos dos profissionais de enfermagem. Concomitantemente, a liderança feminina é ainda mais reduzida. Esta situação significa que no movimento sindical permanecem dois efeitos: o efeito telhado de vidro (existência de uma barreira invisível que se mostra inultrapassável, impedindo as mulheres de ascenderem aos cargos dirigentes, independentemente das suas qualificações para tal) e o efeito tesoura (quanto mais alto se sobe na hierarquia, menor é a probabilidade de encontrarmos mulheres). Por sua vez, o estudo de caso realizado no sindicato evidenciou que não são visíveis iniciativas indiciadoras de uma forma de fazer sindicalismo diferenciada da que é comum nas estruturas lideradas por homens. Desde logo, a designação do sindicato mantém-se num registo masculino e os “cadernos reivindicativos” envolveram apenas duas matérias que dizem especificamente respeito às mulheres. Em conclusão, a militância no feminino continua a ser menos intensa, ao ser travada por fatores de ordem social, económica e cultural. E são esses fatores que entravam igualmente a ascensão das mulheres aos lugares de decisão nas organizações. Mesmo em ramos e/ou profissões altamente feminizados, este facto não é garantia de uma sua adequada representação. Uma lei de ferro de sub-representação das mulheres abate-se sobre o movimento sindical e esta inadequada representação tem consequências nefastas para o sindicalismo: mostra-se menos representativo, porque menos inclusivo, e o carácter democrático das organizações é severamente restringido. No entanto, uma elevada taxa de feminização de uma direção sindical e/ou uma sua liderança feminina parece também não ser um garante de que se verifique uma alteração profunda dos programas e das agendas sindicais, nem origina uma prática diferenciadora de fazer sindicalismo. ER -
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