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Vita, F. (2023). Arquitetura doméstica em diálogo. O papel da colonização portuguesa na forma de construir e habitar o espaço doméstico contemporâneo na Guiné-Bissau.
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F. Vita,  "Arquitetura doméstica em diálogo. O papel da colonização portuguesa na forma de construir e habitar o espaço doméstico contemporâneo na Guiné-Bissau",, 2023
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TY  - GEN
TI  - Arquitetura doméstica em diálogo. O papel da colonização portuguesa na forma de construir e habitar o espaço doméstico contemporâneo na Guiné-Bissau
AU  - Vita, F.
PY  - 2023
AB  - A presente tese insere-se no debate sobre o património arquitetónico colonial,
elegendo como âmbito de estudo a arquitetura doméstica: a casa imaginada,
desenhada, construída, e depois usada, transformada e resignificada.
Procurando um diálogo entre o passado e o presente, entre as intenções de
projeto e a vivência do espaço, procede-se ao enquadramento crítico da
arquitetura doméstica destinada às populações africanas no meio urbano
nas últimas décadas da colonização portuguesa na Guiné-Bissau (1930-
1974) e indaga-se a relação daquelas populações com o património herdado.
Seleciona-se como caso de estudo o Bairro d’Ajuda em Bissau, por ter sido
na época colonial a última experiência de promoção pública no meio urbano
para alojar a população africana e por continuar a preservar um estatuto
singular na hodierna cidade de Bissau. O estudo do espaço doméstico
contemporâneo é feito pela análise etno-arquitetónica que informa tanto
sobre a construção de espaço como sobre os usos e as resignificações do
mesmo. Os projetos de época colonial são analisados a partir de documentos
de arquivo que permitem elucidar, se lidos a contrapelo, as ideias, as
motivações e os modelos que influenciaram a produção de um certo tipo de
espaço doméstico. Encara-se a casa como ferramenta crítica para questionar
de que forma o colonialismo agiu através da arquitetura doméstica. A casa
foi usada como instrumento para discriminar categorias de indivíduos, para
promover estatutos sociais privilegiados, para orientar modos de vida de
acordo com padrões europeus e, por fim, serviu também para veicular uma
certa noção de modernidade ocidental. Ao longo da tese privilegia-se a
casa como âmbito de observação dos processos de apropriação e
resistência ativados pelos habitantes, revelando a negociação em curso
com o legado colonial tanto no espaço construído como nas práticas
espaciais. Ao recentrar o tema da casa no debate sobre a arquitetura
colonial, a investigação pretende expandir a discussão sobre o seu papel no
projeto colonial mais amplo e, em última instância, interrogar sobre que tipo
de casa fomentou a ideia de um habitar “civilizado”.
ER  -