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Soares, André C. (2023). Branquidade e etnografia – Visões críticas e ativações a partir do trabalho de campo em Luanda, Angola. In Évora, Iolanda Amorim, Simone (Ed.), Diálogos de Campo - Pesquisas de Campo Participativas em Debate. (pp. 1-116). Lisboa: ISEG/CEsA - Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento.
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A. C. Soares,  "Branquidade e etnografia – Visões críticas e ativações a partir do trabalho de campo em Luanda, Angola", in Diálogos de Campo - Pesquisas de Campo Participativas em Debate, Évora, Iolanda Amorim, Simone, Ed., Lisboa, ISEG/CEsA - Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento, 2023, pp. 1-116
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TY  - CHAP
TI  - Branquidade e etnografia – Visões críticas e ativações a partir do trabalho de campo em Luanda, Angola
T2  - Diálogos de Campo - Pesquisas de Campo Participativas em Debate
AU  - Soares, André C.
PY  - 2023
SP  - 1-116
CY  - Lisboa
UR  - http://hdl.handle.net/10400.5/29396
AB  - A partir da entrada no terreno de pesquisa sobre semba enquanto património cultural em Luanda, Angola, far-se-á uma reflexão sobre performances de branquidade/brabquitude em ambiente de pós colonialidade, visto aqui enquanto tempo político da contemporaneidade. Abordaremos as contribuições de Granda Kilomba (2019), Gaitri Spivak (2010) e William Bissel (2005) e a forma como um investigador branco e eurodescendente tem o dever ético de se posicionar e questionar o terreno, já que a cor é parte do fenótipo, aquilo que se vê, mas é sobretudo uma atribuição social, que relaciona a cor da pele com a ideia de “raça” e “etnia” ligada ao binómio poder-conhecimento legado da ocupação colonial e das ideias científicas do iluminismo. A relação com o meu companheiro angolano Noé João é também o pretexto para se entender como as identidades sexuais passam para segundo plano em relação às performances da branquidade e o seu lastro de poder hegemónico, que urge desconstruir e repensar (Hacking, 2005). Porque é que a branquidade se blinda (ou é blindada) na participação no debate sobre as colonialidades que persistem, quer no tecido social, quer nas mentalidades?
ER  -