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Samora-Arvela, A., Pina, H., Nestor, M., Pinto, D. & Barreiros, J. (2022). A ética no risco: Os desafios da sociedade de risco. In Grandes problemáticas do espaço europeu : O desenvolvimento sustentável e a preservação territorial num mundo globalizado. (pp. 88-102).: Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
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A. F. Arvela et al.,  "A ética no risco: Os desafios da sociedade de risco", in Grandes problemáticas do espaço europeu : O desenvolvimento sustentável e a preservação territorial num mundo globalizado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2022, pp. 88-102
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TY  - CHAP
TI  - A ética no risco: Os desafios da sociedade de risco
T2  - Grandes problemáticas do espaço europeu : O desenvolvimento sustentável e a preservação territorial num mundo globalizado
AU  - Samora-Arvela, A.
AU  - Pina, H.
AU  - Nestor, M.
AU  - Pinto, D.
AU  - Barreiros, J.
PY  - 2022
SP  - 88-102
DO  - 10.21747/978-989-9082-57-1/overa6
UR  - https://hdl.handle.net/10216/158284 
AB  - ace ao presente e futuro contexto climático em mudança, apresenta-se uma análise interpretativa da obra Sociedade de Risco Mundial: em busca da Segurança Perdida de Urich Beck traduzida para inglês em 2009 e para português em 2015, a qual constitui um referencial na base heurística e na discursiva hermenêutica do Risco. Na opinião de Beck, a industrialização ultrapassou a sua lógica e os seus limites, conduzindo-se, hoje, para um processo de autodissolução, pelo que urge fazer emergir uma nova fase da modernização, mormente uma corresponsabilizadora reflexividade que possibilite gerir esta trajetória. Neste momento de rutura, a modernização reflexiva abala as instituições fundamentais da sociedade industrial dos Estados-nação, verificando-se a transição de uma sociedade industrial nacional para uma sociedade global indeterminada e ambígua. Beck afirma, igualmente, que a globalização quebra a base do Estado-Providência e o Contrato Social. Portanto, a crítica cultural tem-se alienado do exercício conceptual e necessário para a compreensão do Novo. Ignora-se que existe de facto uma transformação da ordem mundial, assim como das regras e estruturas de poder que começam a ser renegociadas à luz da globalização. A precaridade da certeza antropológica da Modernidade e o pavor social pela anti-Modernidade que esfuma as nossas dependências materiais e enviesa as nossas obrigações morais colocam o dilema do cosmopolitismo do risco na sociedade mundial em função dos riscos globais. Na obra, Beck relaciona os riscos globais com os conflitos na sociedade de risco mundial a três níveis, nomeadamente os conflitos em torno de riscos ecológicos, riscos financeiros globais e ameaça das redes terroristas. Os riscos ecológicos estão associados ao neoliberalismo, sendo, para Beck, responsabilidade da industrialização ocidental, os quais se repercutem a nível global, como é o caso dos impactos das alterações climáticas. Noutro plano, situam-se os riscos financeiros globais, fruto de uma matriz de irresponsabilidade organizada que conduz à eclosão das crises económicas, desemprego, exclusão e instabilidade social. Por outro lado, as atividades terroristas situam-se na esfera das catástrofes intencionais em que o cálculo da probabilidade inerente ao conceito de acidente deixa de ser aplicável. Deste modo, num contexto global tão polifacetado, a cooperação cosmopolita dos povos é, por um lado, a única e verdadeira via de reflexão dos desafios presentes e vindouros, mas é, por outro, a mais árdua de ser alcançada.
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