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Salvador, Mariana Sanchez (2024). A Paisagem Alimentar de Lisboa: espaços de produção, distribuição e comercialização alimentar, nos séculos XX e XXI.
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M. G. Salvador,  "A Paisagem Alimentar de Lisboa: espaços de produção, distribuição e comercialização alimentar, nos séculos XX e XXI",, 2024
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TY  - GEN
TI  - A Paisagem Alimentar de Lisboa: espaços de produção, distribuição e comercialização alimentar, nos séculos XX e XXI
AU  - Salvador, Mariana Sanchez
PY  - 2024
UR  - http://hdl.handle.net/10071/31261
AB  - Face aos desafios ambientais, sociais e económicos colocados pelos sistemas alimentares, as cidades emergem como lugares privilegiados para liderar a transição para a sustentabilidade e resiliência. Por um lado, as cidades levantam desafios particulares a este abastecimento, enquanto concentram conhecimento e recursos para liderar soluções inovadoras. Por outro, certos fenómenos contemporâneos comportam uma dimensão alimentar, nem sempre evidente - expansão urbana, pegada ecológica, metabolismo, monofuncionalidade da forma urbana, regeneração urbana, gentrificação, turismo, etc. Na interdependência entre cidades e sistemas alimentares, pode residir o potencial para atingir um desenvolvimento (urbano) sustentável, baseado no lugar e na sua história. O papel do planeamento alimentar, desenho urbano e da arquitectura será, aí, incontornável. Contudo, a alimentação sempre fez parte das cidades, configurando paisagens alimentares urbanas complexas e identitárias, reflectidas na forma urbana, uso do solo, espaço público e vias de circulação - e Lisboa não é excepção. Assim, será descrita a "Paisagem Alimentar Histórica de Lisboa", através da caracterização e mapeamento dos "espaços alimentares" de Produção, Distribuição e Comercialização (com recurso a "cartografias alimentares"), no início do século XX e no século XXI, cruzando-os com o Território e Forma Urbana existente, em cada momento. Preconiza-se o entendimento do sistema alimentar como "Infra-estrutura Alimentar", com requisitos específicos de espaço e fluxos, a que acrescem dimensões culturais, simbólicas e sociais, que será importante potenciar - pelo que adoptar princípios de multifuncionalidade, articulação, continuidade e valores patrimoniais em solução urbanas e arquitectónicas adequadas e de qualidade, será fundamental para desenvolver uma futura Paisagem Alimentar de Lisboa sustentável e resiliente.
ER  -