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Baptista, V. & Marques Alves, P. (2024). As mulheres no Albergue Nocturno em Lisboa (1881-1942). Woman XXI – Conferência Internacional sobre a Mulher,.
V. Baptista and P. J. Alves, "As mulheres no Albergue Nocturno em Lisboa (1881-1942)", in Woman XXI – Conferência Internacional sobre a Mulher , Porto, 2024
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TY - CPAPER TI - As mulheres no Albergue Nocturno em Lisboa (1881-1942) T2 - Woman XXI – Conferência Internacional sobre a Mulher AU - Baptista, V. AU - Marques Alves, P. PY - 2024 CY - Porto AB - Esta apresentação debruça-se sobre o Albergue Noturno de Lisboa, uma associação privada fundada no Largo do Intendente, pelo rei D. Luís I, em 1881. De notar, que o albergue se situava próximo dos Hospitais de São José, São Lázaro, Desterro e da Estefânia. Como fonte primária, para este estudo, analisámos os relatórios da Associação, do final do século XIX, sendo que o de 1942 é o último do século XX a que tivemos acesso. Temos por objetivo destacar o número de mulheres que pernoitaram no albergue, os motivos para esta situação, o seu estado civil e as suas profissões, quando foram registadas. Aquando da sua fundação, previa-se que o Allbergue Nocturno podia acolher portugueses e estrangeiros, assim como pessoas consideradas “válidas” e “inválidas”. Aos/às albergados/as a direção concedia agasalho, almoço e jantar e, se necessário, apoio para a obtenção de trabalho. Nos relatórios da Associação, além das pessoas sem trabalho, constam 68 profissões das pessoas acolhidas, referindo-se que a maioria dos/as trabalhadores/as eram pessoas provenientes de localidades fora de Lisboa, sem dinheiro e sem abrigo. Quanto às mulheres que procuravam o albergue, no final do século XIX, verificámos que eram sobretudo mulheres solteiras e maioritariamente tinham entre 21 e 30 anos, logo estavam em plena idade ativa e de procriação. A maior parte não tinha profissão, seguindo-se as que se registaram como criadas/serviçais, trabalhadoras domésticas e as costureiras. As razões apontadas para estas mulheres recorrerem ao albergue nocturno são o desemprego, os partos e outros motivos não especificados. As mulheres provenientes dos hospitais, após os partos, levavam os filhos e aí foram acolhidas referindo-se a elas num relatório dos anos 80 de Oitocentos, “destes albergados os que merecem mais dó e carinho foram as mulheres parturientes, mães infelizes, que vinham de ter os filhos nos hospitais…” (Relatório do Conselho Administrativo, 1884). Relativamente ao ano de 1942, durante a II Guerra Mundial, sabemos que trinta mulheres recorreram ao albergue. Por este estudo, podemos concluir que foram as mulheres isoladas, ou acompanhadas por filhos/as, as mais desprotegidas e as mais pobres da sociedade que recorreram ao Albergue Noturno de Lisboa. ER -
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