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Baptista, V. & Marques Alves, P. (2024). A saúde das mulheres em Portugal: atuações médicas, reivindicações dos movimentos de mulheres e políticas públicas (1950-2024). XXXIV CONGRESO ALAS – La Sociología en tempos de crise e incertidumbre – El Caribe y Latinoamerica – unidad en la diversidade,.
V. Baptista and P. J. Alves, "A saúde das mulheres em Portugal: atuações médicas, reivindicações dos movimentos de mulheres e políticas públicas (1950-2024) ", in XXXIV CONGRESO ALAS – La Sociología en tempos de crise e incertidumbre – El Caribe y Latinoamerica – unidad en la diversidade , Santo Domingo, 2024
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TY - CPAPER TI - A saúde das mulheres em Portugal: atuações médicas, reivindicações dos movimentos de mulheres e políticas públicas (1950-2024) T2 - XXXIV CONGRESO ALAS – La Sociología en tempos de crise e incertidumbre – El Caribe y Latinoamerica – unidad en la diversidade AU - Baptista, V. AU - Marques Alves, P. PY - 2024 CY - Santo Domingo AB - Esta apresentação insere-se numa investigação em curso sobre «Mulheres trabalhadoras, saúde e medicina em Portugal». Os marcos cronológicos indicam a introdução do método profilático obstétrico, no país, no período da ditadura denominada «Estado Novo» (1933-1974), com a previdência social só para algumas mulheres, e o funcionamento em pleno do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com a Segurança Social para toda a população. Identificámos a seguinte problemática: como se processou a evolução dos cuidados na saúde das mulheres na altura da gravidez e do parto, sabendo-se que até 1970 a sexualidade das mulheres ainda não era abordada publicamente e em média cada mulher tinha 3 filhos? Temos por objetivo compreender as principais contribuições que impulsionaram as investigações e ações sobre os cuidados e a saúde das mulheres, nas áreas da ginecologia e da obstetrícia. Baseámo-nos em fontes primárias, dados estatísticos, relatórios escritos por médicos, médicas, ativistas e em bibliografia diversa. Em Portugal, em 1970, no final da ditadura, mantinham-se duas realidades nefastas para as mulheres das classes trabalhadoras, muitas analfabetas (31%): a grande taxa de mortalidade infantil (51.9‰) e o elevado número de abortos clandestinos praticados sem as mínimas condições, chegando algumas mulheres aos hospitais em condições deploráveis. A mortalidade infantil em 1986 decresceu para 15,8‰, sendo atualmente de cerca de 2,6 ‰. Desde a década de 50 que vários médicos introduzem o método profilático do parto sem dor, assim como consultas de aconselhamento familiar, ainda com pouca recetividade por parte da população. Em 1967 foi fundada a Associação para o Planeamento da Família com o objetivo de apoiar e informar as pessoas sobre questões relativas à sexualidade e à escolha da maternidade e paternidade de uma forma consciente. Em 1973, no 1.º Encontro do Movimento Democrático das Mulheres (MDM) reivindicou-se a implantação do parto psico-profiláctico e o direito à realização do aborto legal, em condições que preservassem a saúde das mulheres. Com a democracia, depois do 25 de Abril de 1974, médicas e médicos, associações de mulheres, feministas, colocaram nas suas agendas o direito das mulheres ao conhecimento dos seus corpos e a escolha da maternidade mais responsável e os cuidados materno-infantis. Com o funcionamento do SNS foram as próprias utentes a reivindicar melhores cuidados de saúde. Podemos para já concluir que em Portugal o avanço nos cuidados da saúde das mulheres terá surgido do cruzamento das políticas estatais, da atuação de várias associações, de médicos e médicas e da investigação na área da biomedicina. ER -
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