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Raposo, Otávio (2024). Arte e governança nas margens urbanas: uma reflexão crítica sobre os usos da criatividade dos jovens     . Produção cultural e precariedade em Portugal em tempos de Visto Gold.
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O. R. Raposo,  "Arte e governança nas margens urbanas: uma reflexão crítica sobre os usos da criatividade dos jovens     ", in Produção cultural e precariedade em Portugal em tempos de Visto Gold, Caldas da Rainha, 2024
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@misc{raposo2024_1776385082326,
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	title = "Arte e governança nas margens urbanas: uma reflexão crítica sobre os usos da criatividade dos jovens     ",
	year = "2024",
	howpublished = "Outro"
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TY  - CPAPER
TI  - Arte e governança nas margens urbanas: uma reflexão crítica sobre os usos da criatividade dos jovens     
T2  - Produção cultural e precariedade em Portugal em tempos de Visto Gold
AU  - Raposo, Otávio
PY  - 2024
CY  - Caldas da Rainha
AB  - Anteriormente associadas à marginalidade e ao vandalismo, as práticas artísticas  vinculadas aos jovens de bairros segregados transformaram-se em um produto cultural altamente rentável, mobilizando públicos em concertos, exposições de arte e pistas de dança. A sua relevância não foi ignorada pelos organismos do Estado, que passaram a mobilizá-las para fins de renovação urbana, desenvolvimento local e inclusão social. Do hip-hop à música eletrônica, da arte performativa às linguagens audiovisuais, tais práticas tornaram-se centrais em uma nova geração de políticas públicas mais participativas, em que os jovens são convocados a serem protagonistas na resolução e gestão dos problemas que afetam os seus bairros. 
Os festivais de street art são exemplares de como as práticas criativas dos jovens passaram a ser entendidas como um recurso para solucionar problemas sociais, tornando-se uma componente fundamental de políticas urbanas mais amplas, moldadas pelo paradigma de creative city. Esta comunicação irá discutir os processos mencionados, tendo como foco o Festival Infinito de Arte Urbana no bairro da Torre (Cascais). A partir de uma pesquisa etnográfica realizada no âmbito do projeto Pericreativity, pretendo abordar os benefícios e as contradições do uso da street art enquanto instrumento de regeneração urbana e direito à cidade. Esse festival ajudou a consolidar uma recém-criada associação juvenil, responsável por tours de street art no bairro e por um conjunto de atividades lúdicas e multiculturais promotoras do sentimento de pertença à comunidade e da sua abertura aos visitantes nacionais e turistas estrangeiros. Embora tais iniciativas artísticas estejam a contribuir para contornar processos de segregação, elas também são utilizadas como instrumento de governança para higienizar o espaço público de atores e práticas sociais “perigosas”, abrindo condições favoráveis para a gentrificação e o controlo social.

ER  -