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Esteves, M. (2022). Discriminações interseccionais nas trajetórias de crianças e jovens LGBTI+ e de género diverso em Portugal. In Ana Sofia Neves e Mafalda Ferreira (Ed.), Investigação e prática: Abordagens interdisciplinares sobre a saúde e bem-estar das pessoas LGBTI+. (pp. 94-123). Porto: Associação Plano i.
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A. M. Esteves,  "Discriminações interseccionais nas trajetórias de crianças e jovens LGBTI+ e de género diverso em Portugal", in Investigação e prática: Abordagens interdisciplinares sobre a saúde e bem-estar das pessoas LGBTI+, Ana Sofia Neves e Mafalda Ferreira, Ed., Porto, Associação Plano i, 2022, pp. 94-123
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TY  - CHAP
TI  - Discriminações interseccionais nas trajetórias de crianças e jovens LGBTI+ e de género diverso em Portugal
T2  - Investigação e prática: Abordagens interdisciplinares sobre a saúde e bem-estar das pessoas LGBTI+
AU  - Esteves, M.
PY  - 2022
SP  - 94-123
CY  - Porto
UR  - https://dialnet.unirioja.es/servlet/libro?codigo=964538
AB  - Numa sociedade marcada pelo controlo e regulação dos corpos e assente numa normatividade de género e de sexualidade, as pessoas LGBTI+ enfrentam múltiplos desafios que comprometem o seu bem-estar. No caso das crianças e jovens LGBTI+ e de género diverso acresce vulnerabilidade já que, em especial a infância, tem sido uma etapa e um terreno fértil de disputas de cariz adultocêntrico e (cis)heteronormativo que moldam as suas experiências e percursos. Travar a(s) violência(s) de género contra crianças e jovens com diversidade sexual e de género torna-se uma prioridade. Nessa senda, o Estado português tem dado sinais de compromisso para com a infância, expressos através de desenvolvimentos legais e jurídicos, que em particular afetam as crianças e jovens LGBTI+ e de género diverso e que cumprem o princípio da igualdade e não discriminação. Apesar destas significativas conquistas, estudos recentes continuam a revelar que uma abordagem unicamente centrada na dimensão legal e jurídica é insuficiente para garantir a eliminação da discriminação e outras violências junto das crianças com diversidade sexual e de género. No âmbito do projeto europeu Diversity & Childhood: Changing social attitudes towards gender diversity in children across Europe (2019-2021), a partir do contexto português quisemos refletir sobre o modo como a lei da autodeterminação de género está a ser aplicada em diferentes contextos de acompanhamento na infância. Para tal, procurámos conhecer perceções sociais sobre necessidades das crianças LGBTI+ e de género diverso e as lacunas ao nível da abordagem sensível à diversidade sexual e de género nas instituições e nas práticas profissionais. As áreas da educação, da saúde e da intervenção familiar foram os contextos privilegiados em análise. Tratando-se de uma investigação-ação, foi possível identificar 95elementos que ajudam a problematizar e a oferecer propostas que privilegiam ambientes seguros e saudáveis visando a plena participação de todas as crianças, inclusive as crianças LGBTI+ e de género diverso.  Os resultados dão conta dos esforços na incorporação de uma perspetiva sensível à diversidade sexual e de género nas práticas profissionais por parte dos/as profissionais, mas revelam um caráter individual, pontual e espontâneo das mesmas. Por outro lado, destaca-se a importância de desenvolver um adequado acompanhamento que passe por uma intervenção ao nível das políticas implementadas nas instituições e que deverá apostar numa intervenção individual focada nas crenças e atitudes face à diversidade sexual e de género. Responder a estes dois desafios poderá conduzir ao cumprimento da autodeterminação de género, tal como expresso pelo Estado português desde 2018. Conclui-se com recomendações para uma abordagem sensível à diversidade sexual e de género.  
ER  -