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Mineiro, João. (2025). “Começou em África”: lutas culturais e disputas de memória a partir de vozes, poéticas e imagens da música negra e afro-portuguesa contemporânea. 5º Encontro Nacional de Investigadores/as do IN2PAST.
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J. N. Mineiro,  "“Começou em África”: lutas culturais e disputas de memória a partir de vozes, poéticas e imagens da música negra e afro-portuguesa contemporânea", in 5º Encontro Nacional de Investigadores/as do IN2PAST, Braga, 2025
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TY  - CPAPER
TI  - “Começou em África”: lutas culturais e disputas de memória a partir de vozes, poéticas e imagens da música negra e afro-portuguesa contemporânea
T2  - 5º Encontro Nacional de Investigadores/as do IN2PAST
AU  - Mineiro, João.
PY  - 2025
CY  - Braga
UR  - https://in2past.org/events/5th-in2past-national-meeting/
AB  - Em 2024, celebrou-se o 50º aniversário do 25 de Abril e o fim de 13 anos de guerra colonial. Embora o fim da ditadura e do colonialismo assumam uma evidente interdependência histórica (Rosas, 2020), Portugal evitou, durante meio século, discutir o seu passado colonial (Cardina, 2023), enquanto se projetava como uma nação europeia e cosmopolita. Esta recusa em revisitar o passado, associada à recriação da épica do império e das narrativas lusotropicalistas (Cardão 2018; Araújo, Maeso 2012), contribuíram para a marginalização de pessoas negras e afrodescendentes na sociedade portuguesa (Almeida 2006; Raposo et al. 2019; Maeso, 2019). Em contraponto, a partir da década de 1990, uma nova geração de músicos negros emergiu, usando a música como instrumento de afirmação cultural e política. Esta comunicação recupera essa trajetória, explorando como, durante as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, estes músicos desafiaram a patrimonialização despolitizada da revolução, introduzindo narrativas mais complexas sobre a relação entre a história e o presente. Argumenta-se que, ao resignificarem as lutas anticoloniais nos seus repertórios culturais, os músicos questionaram as narrativas oficiais sobre o passado, já não projetado como temporalidade fixa, mas conectada às disputas do presente e à produção de imaginários sobre o futuro. 
ER  -