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Mineiro, João. (2025). “Não canto esse hino”: uma oficina de escuta entre memórias resistentes e corporalidades dissidentes na música negra em Portugal. IX Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia.
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J. N. Mineiro,  "“Não canto esse hino”: uma oficina de escuta entre memórias resistentes e corporalidades dissidentes na música negra em Portugal", in IX Congr.o da Associação Portuguesa de Antropologia, Viana do Castelo, 2025
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TY  - CPAPER
TI  - “Não canto esse hino”: uma oficina de escuta entre memórias resistentes e corporalidades dissidentes na música negra em Portugal
T2  - IX Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia
AU  - Mineiro, João.
PY  - 2025
CY  - Viana do Castelo
UR  - https://apa2025.eventqualia.net/pt/inicio/
AB  - Em 2024 celebraram-se os 50 anos do 25 de Abril e o fim de 13 anos de guerra colonial, num ciclo comemorativo que suscitou reflexões conflituais sobre a memória histórica e os desafios da democracia em tempos de novas e velhas extremas-direitas. Embora o fim da ditadura e do colonialismo assumam uma interdependência histórica, Portugal evitou, durante décadas, discutir o seu passado colonial e as suas heranças culturais e políticas. Essa recusa crítica, reforçada por narrativas lusotropicalistas, concorreu para a invisibilidade da presença negra em Portugal e para a sua marginalização política. Contudo, para lá das retóricas institucionais, ou em contraposição a estas, emergiram outras narrativas, nomeadamente a partir da música afro-portuguesa, estruturada como um espaço de questionamento do lugar que os corpos racializados ocupam na sociedade e cultura portuguesas. Baseando-nos numa pesquisa etnográfica em torno da música negra em Portugal, propõe-se uma oficina de escuta comentada em torno de obras que desafiaram a patrimonialização despolitizada da revolução, resignificando as memórias das lutas anticoloniais em corporalidades dissidentes e novas formas de subjetivação política. Tal intervenção criou um espaço de intervenção capaz disputar as narrativas oficiais e o recrudescimento de retóricas nacionalistas, contribuindo para a construção de renovados imaginários emancipatórios. Ao pluralizarem e complexificiarem as narrativas históricas, num processo de politização cultural da memória, 
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