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Marques, E. M. (2025). Indústria 4.0, trabalho e valor: futuros tecnológicos e resistências quotidianas na produção de vidro de embalagem. Itinerâncias - IX congresso da Associação Portuguesa de Antropologia.
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E. M. Marques,  "Indústria 4.0, trabalho e valor: futuros tecnológicos e resistências quotidianas na produção de vidro de embalagem", in Itinerâncias - IX congresso da Associação Portuguesa de Antropologia, 2025
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TY  - CPAPER
TI  - Indústria 4.0, trabalho e valor: futuros tecnológicos e resistências quotidianas na produção de vidro de embalagem
T2  - Itinerâncias - IX congresso da Associação Portuguesa de Antropologia
AU  - Marques, E. M.
PY  - 2025
UR  - https://apa2025.eventqualia.net/en/home/
AB  - A cada 24 horas, produzem-se em Portugal 16 milhões de embalagens em vidro. O fabrico é automatizado e contínuo, trabalhando-se a turnos, em ambiente de ruído, calor e tensão, marcado pela cadência vertiginosa das máquinas. Nas últimas duas décadas, de intensificadas concentração e financeirização do capital que controla fábricas e de fragmentação do grupo operário, assistiu-se ao aperfeiçoamento da automatização – maiores previsibilidade, repetibilidade e fiabilidade – e à introdução da monitorização e controlo tecnologicamente sofisticados do processo produtivo, com instalação nas máquinas de densas redes de sensores, incluindo câmaras, e tratamento digital das massas de dados resultantes. No discurso empresarial, está-se finalmente a caminho da almejada “lights out factory”. Do ponto de vista dos operários, experimenta-se já a perda da (relativa e ambivalente) latitude de intervenção e autonomia no trabalho que a história local da automatização do setor lhes havia permitido construir, a partir, precisamente, do processo técnico. Com base em etnografia fabril na Marinha Grande e em análise documental e histórica, e mobilizando debates sobre escolha técnica, relação social e (suposta) “agência” da máquina, a comunicação discute estes futuros tecnológicos conflituantes – associados, mais do que a diferentes tecnologias, a diferentes usos sociais da técnica, envolvidos por diferentes configurações de poder.
ER  -