Exportar Publicação
A publicação pode ser exportada nos seguintes formatos: referência da APA (American Psychological Association), referência do IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), BibTeX e RIS.
Baldi, V. (2025). Para um novo consenso social sobre o valor do conhecimento: sempre discutível e sempre validável. In Baldi, Vania (Ed.), O Direito de Não Ser Desinformado - Media, Fact-checking e Literacias em Portugal. (pp. 169-176). Coimbra: Almedina.
V. Baldi, "Para um novo consenso social sobre o valor do conhecimento: sempre discutível e sempre validável", in O Direito de Não Ser Desinformado - Media, Fact-checking e Literacias em Portugal, Baldi, Vania, Ed., Coimbra, Almedina, 2025, pp. 169-176
@incollection{baldi2025_1777650931653,
author = "Baldi, V.",
title = "Para um novo consenso social sobre o valor do conhecimento: sempre discutível e sempre validável",
chapter = "",
booktitle = "O Direito de Não Ser Desinformado - Media, Fact-checking e Literacias em Portugal",
year = "2025",
volume = "",
series = "",
edition = "",
pages = "169-169",
publisher = "Almedina",
address = "Coimbra",
url = "https://www.almedina.net/o-direito-de-nao-ser-desinformado-media-fact-checking-e-literacias-em-portugal-1734750149.html"
}
TY - CHAP TI - Para um novo consenso social sobre o valor do conhecimento: sempre discutível e sempre validável T2 - O Direito de Não Ser Desinformado - Media, Fact-checking e Literacias em Portugal AU - Baldi, V. PY - 2025 SP - 169-176 CY - Coimbra UR - https://www.almedina.net/o-direito-de-nao-ser-desinformado-media-fact-checking-e-literacias-em-portugal-1734750149.html AB - Os estudos e as reflexões presentes neste texto testemunham a mobilização de vários setores da sociedade em prol do conhecimento aprofundado e da democratização no que diz respeito à cultura noticiosa, à literacia mediática, à formação profissional contínua no âmbito jornalístico e ao pluralismo no mercado mediático. Mobilizar interesses científicos e cívicos sobre a qualidade informativa significa mobilizar interesses para a vida democrática, isto é, interesses que pressupõem a consciencialização acerca do que realmente faz a diferença entre viver numa sociedade que zela pela coexistência entre diferenças ou numa que fomenta separações e alergias entre elas. É sabido, contudo, como a democratização da democracia pode ser um processo infinito, uma vez que as injustiças, desigualdades e prepotências que a minam por dentro e por fora não permitem considerá-la como um sistema fechado ou um processo cujo êxito seja garantido e tautológico. Porém, viver numa sociedade onde os indivíduos possam monitorar, denunciar, apreciar, confirmar ou revogar quem executa e representa o poder (do povo) remete para um paradigma de vida social onde a manutenção da confiança e a inteligibilidade dos processos políticos são consideradas o cimento da sua estabilidade. A mediação jornalística e o pluralismo mediático são chamados a cumprir esta dinâmica de constante averiguação e publicitação, onde a confiança social e as suas crises são encaradas como algo sempre emendável. Pelo contrário, viver num sistema social caraterizado pela opacidade e guerrilha informativa propicia uma cultura antidemocrática onde a desconfiança reina, não sendo encarada como algo emendável, mas como terreno de cultivo lavrado por afirmações arbitrárias e crenças nas virtudes incondicionadas de supostos esclarecidos. ER -
English