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Lapa, A. B., Nunes, Luis & Suleman, F. (2025). Trajetórias profissionais de jovens em Portugal: Uma análise entre 2009 e 2019. Observatório do Emprego Jovem, Policy Briefs.
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A. B. Lapa et al.,  "Trajetórias profissionais de jovens em Portugal: Uma análise entre 2009 e 2019", in Observatório do Emprego Jovem, Policy Briefs, 2025
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TY  - GEN
TI  - Trajetórias profissionais de jovens em Portugal: Uma análise entre 2009 e 2019
T2  - Observatório do Emprego Jovem, Policy Briefs
AU  - Lapa, A. B.
AU  - Nunes, Luis
AU  - Suleman, F.
PY  - 2025
UR  - https://obsempregojovem.com/p/68cacb19ebb4f609200a4150
AB  - Os estudos sobre os impactos da Grande Recessão no emprego jovem revelaram que certos países europeus foram mais afetados que outros, nomeadamente aqueles que tiveram de recorrer a ajuda financeira, como é o caso dos países da Europa do Sul, incluindo Portugal[1]. As elevadas taxas de desemprego jovem no período recessivo foram sendo gradualmente substituídas por emprego temporário, facto que indica que a recuperação do emprego nos países da Europa do Sul foi especialmente suportada por empregos de qualidade reduzida que incluem uma diversidade de formas flexíveis de emprego.

Esta realidade suscita uma questão central: O emprego temporário é transitório e limitado à entrada no mercado de trabalho? Ou os jovens podem ficar aprisionados em situações de trabalho temporário e precário durante longos períodos ou ao longo da sua vida profissional? Estudos sobre a realidade do mercado de trabalho português indicam que a taxa de conversão de empregos temporários para estáveis em Portugal é elevada no início da relação de emprego[2] (Portugal e Varejão, 2022) e os contratos temporários representam um mecanismo de avaliação do ajustamento do trabalhador ao emprego (Silva, 2016)[3]. Outros estudos indicam que as trajetórias de jovens seguem uma lógica de “yo-yo” que se traduz em passagens por desemprego e trabalho temporário (Pais, 2002), podendo mesmo ficar aprisionados em contratos flexíveis diversos, com maior ou menor grau de precariedade. Neste sentido, parece-nos relevante analisar a tendência no mercado de trabalho jovem em Portugal. Questionamos: O que caracteriza as suas trajetórias profissionais? Quais os tipos de trajetórias predominantes?

O presente estudo procura dar resposta a estas questões e analisa as trajetórias profissionais de jovens ao longo de 11 anos. A amostra integra jovens entre 21 e 24 anos, que estavam empregados no setor privado ou empresarial do Estado no período inicial da crise (2009), cujos percursos foram analisados nos anos seguintes (Caixa de Texto 1). Este período abrange a fase crítica da crise (2009-2013), a fase inicial de recuperação (2014-2015) e a de expansão (2016-2019). A variável central é o tipo de contrato de trabalho e a análise incide nas eventuais mudanças de contrato ao longo da década. No essencial, procura-se identificar o tipo de trajetórias que marcam o percurso profissional dos jovens e relacionar essa nomenclatura com outras características do emprego e certas características individuais.
ER  -