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Marques, E. M. (2025). Do semiautomático ao digital: máquina, trabalho e poder em contexto fabril vidreiro. In João Freire (Ed.), In Seis ensaios sobre o trabalho industrial. (pp. 81). Lisboa: Manufactura.
E. M. Marques, "Do semiautomático ao digital: máquina, trabalho e poder em contexto fabril vidreiro", in In Seis ensaios sobre o trabalho industrial, João Freire, Ed., Lisboa, Manufactura, 2025, pp. 81
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TY - CHAP TI - Do semiautomático ao digital: máquina, trabalho e poder em contexto fabril vidreiro T2 - In Seis ensaios sobre o trabalho industrial AU - Marques, E. M. PY - 2025 CY - Lisboa AB - Neste capítulo, proponho uma reflexão sobre relações entre mecanização e trabalho operário, tomando como caso a indústria do vidro de embalagem e mobilizando debates sobre usos sociais da técnica e sobre processo de trabalho. Com base em etnografia fabril desenvolvida na Marinha Grande, investigação histórica e pesquisa documental, o estudo percorre oito décadas de mudança técnica e social no setor em Portugal, desde a semiautomatização tardia induzida pela II Guerra, à automatização, igualmente tardia, nos anos 1960-1970 e ao seu aprofundamento na atualidade, com o controlo crescentemente automático, sofisticado e abrangente da máquina e do processo produtivo. Ao longo deste percurso, a interação imbricada, mutuamente constitutiva e historicamente situada entre tecnologias concretas e específicos contextos sociais, económicos, institucionais e políticos permite observar usos díspares e conflituais da máquina de produção, desde imprevistas apropriações operárias da técnica para construir autonomia no trabalho e valor do trabalho ao reforço, pelo contrário, do controlo hierárquico do processo de trabalho e produção, com perda material e simbólica por parte do grupo operário. ER -
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