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Rebelo, Bruno (2025). Reformados: percursos de vida e vulnerabilidade social. 4º Congresso AGE.COM.
B. P. Rebelo, "Reformados: percursos de vida e vulnerabilidade social", in 4º Congr.o AGE.COM, 2025
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TY - CPAPER TI - Reformados: percursos de vida e vulnerabilidade social T2 - 4º Congresso AGE.COM AU - Rebelo, Bruno PY - 2025 UR - https://congress-agecomm.eventqualia.net/pt/2025/inicio/ AB - Introdução e Objetivos O progressivo aumento da longevidade tem contribuído para que cada vez mais pessoas cheguem à idade da reforma e possam vivenciá-la durante mais anos. A heterogeneidade dos percursos de vida influencia o modo como os indivíduos lidam com a reforma. Por conseguinte, esta deve ser entendida como um processo, compreendendo não apenas o acontecimento em si, como os seus antecedentes e respetivos impactos. Assim visa-se compreender e caracterizar os modos como os indivíduos lidam com a reforma, mostrando como os recursos acumulados nessa trajetória influenciam essa relação. Material e Métodos Foi utilizada uma metodologia qualitativa através da realização de 22 entrevistas do tipo narrativa de vida. As entrevistas foram efetuadas a pessoas reformadas residentes numa freguesia do concelho de Sintra. Resultados e Conclusões A heterogeneidade do percurso de vida das pessoas entrevistadas começou a desenhar-se a partir das condições socioeconómicas dos seus progenitores, o que influenciou as trajetórias escolar e profissional dos entrevistados. Com a passagem à reforma captaram-se impactos ao nível da ocupação do tempo, nas relações sociais e familiares, no estado de saúde e na situação económico-financeira. Apesar da diversidade dos percursos de vida foi possível construir uma tipologia de modos de vivenciar a reforma: Instrumental, Relacional, Reservado e Condicionado, sendo que este último perfil é o que caracteriza melhor as situações de vulnerabilidade, quer numa vertente quantitativa (ex. valor da pensão), quer numa perspetiva qualitativa (ex. privação na alimentação). As realidades descortinadas demonstram que as instituições “trabalho” e “família” exercem uma influência significativa nos modos de relação com a reforma, razão pela qual esta deve ser entendida como um processo cuja preparação ao nível individual, organizacional e das políticas públicas podem contribuir para minimizar situações de vulnerabilidade. ER -
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