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Vaz, C. (2025). “Depois da violenta posse, cujas minuciosidades omitimos”: Traduções Portuguesas do romance-folhetim confessions d’un bohême, de Xavier de Montépin. Almanack. 39
C. S. Vaz, "“Depois da violenta posse, cujas minuciosidades omitimos”: Traduções Portuguesas do romance-folhetim confessions d’un bohême, de Xavier de Montépin", in Almanack, vol. 39, 2025
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TY - JOUR TI - “Depois da violenta posse, cujas minuciosidades omitimos”: Traduções Portuguesas do romance-folhetim confessions d’un bohême, de Xavier de Montépin T2 - Almanack VL - 39 AU - Vaz, C. PY - 2025 SN - 2236-4633 DO - 10.1590/2236-463339ed20340 UR - https://www.scielo.br/journal/alm/about/#about AB - As traduções de romances-folhetim franceses “ao gosto popular” marcaram a imprensa periódica e o mercado editorial portugueses da segunda metade do século XIX, disponibilizando estes textos a um público mais vasto. Publicadas quer em fascículos colecionáveis, quer no espaço reservado ao folhetim em jornais e revistas, estas obras apostavam em temáticas sensacionalistas, frequentemente abordando o crime, e em estratégias narrativas exploravam a emoção como estratégia para atrair e fidelizar leitores. Dentro do género, Xavier de Montépin foi um dos autores mais populares e traduzidos no período em estudo. Este artigo explora duas traduções publicadas em Portugal de um dos seus romances, Confessions d’un bohême (1849). A primeira tradução foi editada em fascículos, entre 1852- 1853, numa coleção económica ligada ao periódico literário lisboeta intitulado Galeria Litteraria. A segunda foi publicada entre 1880 e 1883 na seção do folhetim do Diario Illustrado, periódico lisboeta de grande circulação. Nos dois casos, a adequação aos formatos e suportes de difusão, bem como ao público a que se destinavam, determinou cortes ou amenização de passagens do original, evidenciando o papel do tradutor na mediação e no processo de apropriação do texto ao contexto cultural e aos leitores portugueses. A análise desses exemplos oferece novas perspectivas sobre o recurso ao sensacionalismo na imprensa periódica portuguesa da época. ER -
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