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Anabela da Conceição Pereira (2025). Ecology, Body & Emotions . B A H A M U T  SU M M I T (Un)Tangle Ecology-Body-Emotion Relation.
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A. D. Pereira,  "Ecology, Body & Emotions ", in B A H A M U T  SU M M I T (Un)Tangle Ecology-Body-Emotion Relation, Lisboa, 2025
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@misc{pereira2025_1769201042184,
	author = "Anabela da Conceição Pereira",
	title = "Ecology, Body & Emotions ",
	year = "2025",
	howpublished = "Ambos (impresso e digital)"
}
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TY  - CPAPER
TI  - Ecology, Body & Emotions 
T2  - B A H A M U T  SU M M I T (Un)Tangle Ecology-Body-Emotion Relation
AU  - Anabela da Conceição Pereira
PY  - 2025
CY  - Lisboa
AB  - A ideia para este debate nasceu da minha própria experiência e memórias pessoais. Uma ideia construída a partir da minha própria investigação sobre a obra de Helena Almeida, artista portuguesa que me instigou a pensar com e através do corpo. Helena Almeida, a artista que recusava os limites da tela e se inscrevia fisicamente na pintura — era ela o gesto, o traço, o confronto com a fronteira, essa delimitação do espaço da pintura e do desenho. Com Helena Almeida aprendi a pensar os limites não como margens fixas, mas como zonas de contacto, de fricção e de possibilidade. Enquanto passeava em Berlim, encontrei frases escritas em muros que ressoavam este pensamento: “A head full of borders has no space for dreams”, “Every artist crossed a border”, “One border, thousand feelings”. Frases que ligam o político ao sensível, o geográfico ao poético, o corpo à paisagem.
É a partir desta trajetória — entre arte, memória, fronteira e investigação — que se propõe pensar os limites do corpo, os limites das ciências, os limites das formas de saber e sentir, e sobre o que pode acontecer quando nos permitimos atravessar fronteiras — disciplinares, sensoriais, epistemológicas, ecológicas. 

O debate inicia-se com "Eu estou aqui", como gesto de entrada e reconhecimento para a obra de HA, e para a ideia que serve de mote a esta sessão: atravessar fronteiras.  Depois, “Eu estou aqui" (variação) evoca a transição para o tema da invisibilidade e da presença corporal nos discursos, para o aprofundar da tensão entre presença e ausência/apagamento/desaparecimento/e morte, também presente nas comunicações de hoje. Com “Sente me, Ouve me, Vê me”, evocam-se corpo, silêncio e (im)possibilidades. A construção do mundo através do sentir, em harmonia, em totalidade. O mundo como espaço comum, que se atravessa pelas emoções e pela forma como o sentimos e o tratamos.
Finalmente “Pintura Habitada” demonstra a amplitude histórica e conceptual da obra de Helena Almeida que liga corpo, gesto e o atravessar de fronteiras disciplinares nas artes, e o tema proposto para debate nesta sala. Depois apresentam-se outras e várias imagens do quotidiano que evocam ideias sobre as fronteiras e que ajudarão a reflectir e a inspirar a sessão. Apenas uma amostra de como as situações do quotidiano se ligam e nos ligam a outros, ao mundo, a outros mundos, a outras realidades. Uma abertura para a ideia de fronteiras também como passagem (em vez de muro) e para a questão: Que fronteira vamos atravessar hoje?

                                                                                                  (***)
The idea for this debate emerged from my own experience and personal memories—an idea shaped by my research on the work of Helena Almeida, the Portuguese artist who prompted me to think with and through the body. Helena Almeida, the artist who refused the limits of the canvas and inscribed herself physically into painting—she was the gesture, the mark, the confrontation with the boundary, that demarcation of the space of painting and drawing. Through Helena Almeida, I learned to think of limits not as fixed margins, but as zones of contact, friction, and possibility.

While walking through Berlin, I encountered phrases written on walls that resonated with this way of thinking: “A head full of borders has no space for dreams,” “Every artist crossed a border,” “One border, thousand feelings.” Phrases that connect the political to the sensory, the geographical to the poetic, the body to the landscape.

It is from this trajectory—between art, memory, border, and research—that we propose to reflect on the limits of the body, the limits of the sciences, the limits of ways of knowing and feeling, and on what may happen when we allow ourselves to cross borders—disciplinary, sensory, epistemological, and ecological.
Invitation to reflection starting with Helena Almeida's work "I am here" as a gesture of entry and acknowledgement. Then, “I am here” (variation) signals a transition into the theme of invisibility and bodily presence in the discourse, deepening the tension between presence and absence, erasure, disappearance, and death. With “Sente-me, Ouve-me, Vê-me”, body, silence, and (in)visibility are evoked. “Pintura Habitada” demonstrates the historical and conceptual breadth of Helena Almeida's work, connecting body, gesture, and the crossing of disciplinary boundaries in the arts. This is a session inviting participants to think about the borders: What border shall we cross today?
                                                                                   

ER  -