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Lacerda, Beatriz, Ferro, L. & Raposo, Otávio (2025). “O que deves saber sobre mim é que eu sou do bairro": discursos e representações juvenis sobre a pertença à cidade. XIII Congresso Português de Sociologia.
B. Lacerda et al., "“O que deves saber sobre mim é que eu sou do bairro": discursos e representações juvenis sobre a pertença à cidade", in XIII Congr.o Português de Sociologia, Ponta Delgada, 2025
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TY - CPAPER TI - “O que deves saber sobre mim é que eu sou do bairro": discursos e representações juvenis sobre a pertença à cidade T2 - XIII Congresso Português de Sociologia AU - Lacerda, Beatriz AU - Ferro, L. AU - Raposo, Otávio PY - 2025 CY - Ponta Delgada UR - https://xiii-congresso-aps.eventqualia.net/en/2025/home/ AB - As juventudes provenientes de territórios urbanos periféricos são frequentemente homogeneizadas e retratadas como apáticas, marginais e/ou em vulnerabilidade, em discursos mediáticos e político-institucionais que ocultam a sua agência e os movimentos de resistência e coletividade onde se movem. Na cidade do Porto, estes processos de marginalização territorial e juvenil, são visíveis através da dissonância entre a proximidade espacial do centro à periferia e a distância material e simbólica entre ambos. São efeitos de uma contínua periferização urbana e consequente estigmatização territorial que contribuem para o aumento das desigualdades socio-económicas e culturais juvenis portuenses. A partir do trabalho realizado no âmbito do projeto “Criatividades Periféricas: Juventude, Arte e Políticas Públicas em Territórios Segregados” (FCT/2022.08993.PTDC), coordenado por Otávio Raposo (CIES-Iscte-IUL) e Lígia Ferro (IS-UP/FLUP), tem sido possível articular diferentes eixos e níveis de análise sobre as populações juvenis que vivem nestes territórios e simultaneamente participam em programas para a inclusão social – Programa Escolhas (PE). Mais concretamente, tem sido realizada uma “etnografia de fluxos” junto de um PE em Contumil (Campanhã) onde se procura responder aos modos como estes jovens usam e representam as ruas dos seus bairros e da cidade, e consequentemente se posicionam como agentes políticos na sua transformação. Nesta apresentação, serão apresentados resultados iniciais desta pesquisa, captadas através de técnicas colaborativas como as “walking interviews”, que são lideradas pelos participantes, e a “cartografia afetiva”, de onde surgem novos discursos e representações simbólico-territoriais sobre as periferias portuenses e a sua relação com os usos da rua como espaço público disputado. Por fim, espera-se com esta apresentação contribuir para a valorização das vozes dos jovens “intervencionados” pelos programas de inclusão social e para a introdução futura das suas propostas o combate à segregação e estigmatização territorial. ER -
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