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Justino, E., Mauritti, R, Roque Ferreira, M. & Oliveira, E. (2026). Programas de Mentoria para a Inclusão Social: Uma Abordagem Holística no Contexto Universitário. XIV Congreso Iberoamericano de Docencia Universitaria.
E. R. Justino et al., "Programas de Mentoria para a Inclusão Social: Uma Abordagem Holística no Contexto Universitário", in XIV Congreso Iberoamericano de Docencia Universitaria, Santiago de Compostela, 2026
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TY - CPAPER TI - Programas de Mentoria para a Inclusão Social: Uma Abordagem Holística no Contexto Universitário T2 - XIV Congreso Iberoamericano de Docencia Universitaria AU - Justino, E. AU - Mauritti, R AU - Roque Ferreira, M. AU - Oliveira, E. PY - 2026 DO - 10.5281/zenodo.18185506 CY - Santiago de Compostela UR - https://cidusantiago2026.com/ AB - A comunicação analisa a mentoria inclusiva enquanto dispositivo de intervenção relacional orientado para a mitigação de desigualdades no ensino superior, discutindo os seus fundamentos conceptuais, o modelo de ação adotado por uma universidade pública no âmbito de um programa holístico de promoção do sucesso académico, e os resultados empíricos decorrentes da sua implementação. Parte-se do reconhecimento de que estudantes provenientes de grupos estruturalmente vulnerabilizados — migrantes, estudantes de primeira geração, jovens com constrangimentos económicos ou barreiras linguísticas — enfrentam constrangimentos adicionais de integração institucional, frequentemente ancorados em mecanismos subtis de reprodução de capital cultural, linguístico e social. Estes fatores materializam-se em sentimentos de desfiliação, menor capacidade de mobilização de recursos institucionais e maior exposição ao risco de abandono. A literatura internacional sobre mentoria para a inclusão identifica esta abordagem como um instrumento capaz de intervir nas dimensões relacionais e subjetivas que estruturam a permanência e o sucesso académico. O seu potencial reside na criação de laços de confiança e reconhecimento entre pares, na ativação de redes de apoio que funcionam como mediadoras do acesso à informação legitimada e na promoção de competências socioemocionais relevantes para a navegação institucional. Ao deslocar o foco da mera otimização do desempenho académico para o reforço do sentimento de pertença e agency, estes programas contribuem para contrariar processos de exclusão frequentemente naturalizados no contexto das Instituições de Ensino Superior. A análise empírica baseia-se em dados produzidos ao longo de duas edições do programa, nomeadamente caracterização sociobiográfica dos participantes, registos de acompanhamento, diários reflexivos, notas de reuniões de supervisão e questionários de avaliação final. Este corpus permite observar tanto os efeitos declarados pelos estudantes como os mecanismos interacionais e institucionais que os produzem, revelando padrões de apoio, assimetrias de expectativas e dinâmicas de ajustamento recíproco entre mentores e mentorandos. Os resultados revelam três eixos de impacto. Primeiro, a consolidação de redes de sociabilidade académica que funcionam como infraestruturas de integração, reduzindo a experiência de isolamento e facilitando o acesso a códigos institucionais tácitos. Segundo, o desenvolvimento de competências socioemocionais — autoconfiança, monitorização de expectativas, negociação intercultural — que emergem como vetores críticos de permanência para estudantes em posições sociais marginalizadas. Terceiro, o reforço da participação em atividades curriculares e cocurriculares, associado ao aumento do sentimento de pertença e estabilização das trajetórias académicas. A monitorização do programa evidencia, assim, o papel da mentoria inclusiva enquanto estratégia institucional de justiça social, capaz de intervir nos mecanismos quotidianos de produção de desigualdade e de ampliar a capacidade das universidades para acolher a diversidade dos seus estudantes. ER -
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