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Mineiro, João. (2026). “Ez mar pa li é brabu”: Notas sobre disputas de memória, usos poéticos do passado e resignificações do futuro na música negra e afro-portuguesa contemporânea. CRIA Working Papers . 1-13
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J. N. Mineiro,  "“Ez mar pa li é brabu”: Notas sobre disputas de memória, usos poéticos do passado e resignificações do futuro na música negra e afro-portuguesa contemporânea", in CRIA Working Papers , pp. 1-13, 2026
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TY  - EJOUR
TI  - “Ez mar pa li é brabu”: Notas sobre disputas de memória, usos poéticos do passado e resignificações do futuro na música negra e afro-portuguesa contemporânea
T2  - CRIA Working Papers 
AU  - Mineiro, João.
PY  - 2026
SP  - 1-13
DO  - 10.5281/zenodo.18873718
UR  - file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20Mineiro/Downloads/Working%20Paper%20n%C2%BA%2029-1.pdf
AB  - Em 2024 celebraram-se os 50 anos do 25 de Abril e o fim de 13 anos de guerra colonial, num ciclo comemorativo que suscitou reflexões conflituais sobre a memória histórica e os seus reflexos no presente. Embora o fim da ditadura e do colonialismo assumam uma evidente interdependência histórica, Portugal evitou, durante décadas, confrontar o seu passado colonial e as suas heranças culturais. Tal recusa crítica, reforçada pela reconfiguração da narrativa lusotropicalista, concorreu para a invisibilidade da presença negra em Portugal e para a sua marginalização política. No entanto, para lá das retóricas institucionais, emergiram também outras narrativas, nomeadamente a partir da música, que se tem estruturado como um espaço de questionamento do lugar que os corpos racializados ocupam na sociedade e cultura portuguesas. Esta reflexão analisa um conjunto de álbuns editados entre 2022 e 2024, argumentando que a inscrição de repertórios políticos e culturais das lutas anticoloniais nestas obras musicais — e a sua resignificação à luz dos desafios do presente — forçam a entrada em cena de outras cronologias sobre o 25 de Abril de 1974, os contextos que o precedem e que se lhe sucederam. Tal gesto, ao complexificar e desnacionalizar a narrativa histórica, abre espaço à renovação dos imaginários emancipatórios, mobilizando uma ideia de futuro possível que se projeta no sample, na palavra, no ritmo e na dança. O texto constitui a versão revista de uma intervenção apresentada na V Conferência Internacional COMbART: Art, Activism and Citizenship, realizada a 17 de junho de 2025, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. 
ER  -