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Mauritti, R, Lopes, A. L., Pintassilgo, S. & Roque Ferreira, M. (2026). Mobilizar a comunidade académica para a equidade e o sucesso: a governação para um ensino superior inclusivo em Portugal. XIV Congresso Iberoamericano de Docencia Universitaria.
M. D. Mauritti et al., "Mobilizar a comunidade académica para a equidade e o sucesso: a governação para um ensino superior inclusivo em Portugal", in XIV Congr.o Iberoamericano de Docencia Universitaria, Santiago de Compostela, 2026
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TY - CPAPER TI - Mobilizar a comunidade académica para a equidade e o sucesso: a governação para um ensino superior inclusivo em Portugal T2 - XIV Congresso Iberoamericano de Docencia Universitaria AU - Mauritti, R AU - Lopes, A. L. AU - Pintassilgo, S. AU - Roque Ferreira, M. PY - 2026 CY - Santiago de Compostela UR - https://cidusantiago2026.com/pt/ AB - Entre 2020/21 e 2024/25, o ensino superior português conheceu uma expansão e diversificação significativas da sua população estudantil, impulsionadas pela instituição de novas vias de ingresso. No entanto, estas dinâmicas, foram acompanhadas por taxas crescentes de insucesso académico e de abandono. Em resposta, a Direção-Geral do Ensino Superior/Ministério da Educação, Ciência e Inovação incentivou as instituições a refletirem sobre os desafios emergentes e a conceberem estratégias institucionais capazes de inverter estas tendências negativas. O estudo que se apresenta analisa o caso de uma universidade portuguesa que adotou um modelo de governação sistémica orientado para a equidade e o sucesso estudantil, mobilizando docentes, estudantes, serviços de apoio e dirigentes institucionais em torno de uma agenda comum. O programa dirige-se a todos os estudantes de primeira matrícula, prestando especial atenção a grupos cuja afiliação académica tende a ser mais exigente — como os estudantes adultos, diplomados de vias profissionalizantes e estudantes internacionais oriundos de países africanos de língua portuguesa. A iniciativa assenta no quadro teórico de Coulon (2008, 2017) sobre a transição e afiliação académica dos estudantes, estruturado nas etapas de estranhamento, aprendizagem e afiliação. A intervenção foi organizada em cinco eixos: (1) apoio à transição e mentoria entre pares; (2) desenvolvimento pedagógico e desenho curricular inclusivo (incluindo UDL e literacias académicas); (3) Criação de recursos e instrumentos promotores de práticas de autoaprendizagem e de trabalho em equipa e facilitadores de engajamento na comunidade (4) monitorização preventiva e apoio personalizado, sustentados por sistemas de alerta precoce baseados em aprendizagem automática; e (5) acompanhamento contínuo e governação colaborativa (Mauritti et al. 2025). Os resultados evidenciam uma redução consistente das taxas de abandono (cerca de 6,6 p.p., entre 2019/20 e 2024/25) e um aumento dos ECTS concluídos (+3 créditos por estudante, em média). O caso demonstra que uma governação institucional informada por dados e orientada pela equidade, apoiada no envolvimento da comunidade, pode promover impactos sustentáveis na inclusão e no sucesso estudantil no ensino superior. Apesar dos resultados positivos, o caso também revela um paradoxo estrutural: alargar o acesso sem transformar as culturas institucionais reproduz antigas desigualdades sob novos formatos. Reforçar a equidade no ensino superior exige ir além de medidas compensatórias, avançando para modelos de governação sistémicos, baseados em dados e orientados pela comunidade, que redistribuam oportunidades, reconhecimento e responsabilidade pedagógica. ER -
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