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Serrazina, B. (2026). Impérios corporativos: As genealogias transnacionais da arquitectura sócio-recreativa no colonialismo português (1930–1970). Workshop “Ditadura, instituições e quotidianos coloniais”.
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B. P. Serrazina,  "Impérios corporativos: As genealogias transnacionais da arquitectura sócio-recreativa no colonialismo português (1930–1970)", in Workshop “Ditadura, instituições e quotidianos coloniais”, 2026
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TY  - CPAPER
TI  - Impérios corporativos: As genealogias transnacionais da arquitectura sócio-recreativa no colonialismo português (1930–1970)
T2  - Workshop “Ditadura, instituições e quotidianos coloniais”
AU  - Serrazina, B.
PY  - 2026
AB  - As actividades da Diamang na Lunda, no nordeste de Angola, ao longo do século XX, no âmbito do colonialismo português, envolveram não só a extracção de diamantes como também a construção de infraestruturas, habitação e equipamentos colectivos nas mais variadas escalas e programas. Esta apresentação visa a Casa do Pessoal da companhia, criada em 1936 e com sucessivas expansões nas décadas seguintes, explorando as diversas materializações da instituição e respectivos contextos de produção. Organizada como espaço fundamental na ordem social na Diamang, simultaneamente incluindo e separando diferentes grupos sócio-raciais, a Casa do Pessoal revela múltiplas interacções com a população e o seu quotidiano, do planeamento e construção à utilização, adaptação e negociação.

As dimensões formais e funcionais da arquitectura parecem evidenciar semelhanças que desafiam concepões tipológicas e retóricas das instituições sociais e recreativas que sustentaram ambições políticas de controlo social. Neste sentido, a apresentação propõe uma abordagem cruzada entre a Casa do Pessoal, a Casa do Povo e os Centros Recreativos – instituições planeadas e construídas entre as décadas de 1930 e 1970 em geografias industriais que dialogaram com Diamang, tanto a nível territorial, como do ponto de vista económico e corporativo. A análise sublinha a importância de considerar conexões mais amplas e complexas entre o aparelho do Estado Novo português e a sua dimensão colonial, num campo historiográfico em que as intersecções no eixo metrópole-colónias suscitam ainda importantes questões analíticas, e também com outras geografias próximas, nomeadamente o caso do Congo Belga, desafiando os limites do nacionalismo metodológico. As relações directas com as pretensões sócio-recreativas da FNAT ou as cartilhas laborais belgas, anunciadas pela própria companhia, ou as apropriações formais feitas na Lunda a partir das propostas arquitectónicas para as Casas do Povo em Portugal, no final da década de 1940, indiciam diálogos que complicam genealogias de poder, ordem e contestação.
ER  -