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Margato, G. (2026). A bem da nação? A mediação demoliberal da memória e as vias para os fascismos contemporâneos. Do Fascismo ao Neofascismo? (Des)Continuidades entre o Fascismo Clássico e a Extrema-Direita do Século XXI.
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G. C. Margato,  "A bem da nação? A mediação demoliberal da memória e as vias para os fascismos contemporâneos", in Do Fascismo ao Neofascismo? (Des)Continuidades entre o Fascismo Clássico e a Extrema-Direita do Século XXI, 2026
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TY  - CPAPER
TI  - A bem da nação? A mediação demoliberal da memória e as vias para os fascismos contemporâneos
T2  - Do Fascismo ao Neofascismo? (Des)Continuidades entre o Fascismo Clássico e a Extrema-Direita do Século XXI
AU  - Margato, G.
PY  - 2026
UR  - https://ihc.fcsh.unl.pt/wp-content/uploads/2026/04/2026-04-27_Fascismo-Neofascismo_Programa_web.pdf
AB  - Finda a experiência revolucionária portuguesa, as elites portuguesas empenharam-se num processo que alguma literatura denomina como de «normalização democrática», fazendo aproximar os resultados a médio prazo da transição portuguesa aos resultados das transições pactuadas. A afirmação política de um modelo demoliberal burguês de estilo ocidental produziu a ascensão de uma tónica reconciliadora, em que as elites políticas portuguesas procuraram promover o silenciamento dos conflitos em torno de memórias “difíceis”.
Este processo traduziu se numa equiparação virtual entre resistentes e apoiantes do regime ditatorial, sancionando a circulação de repertórios que enfatizam a suposta benignidade do Estado Novo, ao mesmo tempo que patologizam a experiência revolucionária. A presente comunicação visa compreender como estas políticas de memória da democracia liberal portuguesa (1982-2025) produziram um espaço de normalização e relativização da experiência ditatorial que favorece, nas crises contemporâneas da democracia, a emergência das vias contemporâneas para os fascismos.
Sustenta-se que esta normalização teve essencialmente dois objetivos: (i) a legitimação de atores que haviam estado mais ou menos envolvidos com o regime ditatorial que antecedeu a democracia e (ii) a priorização da segurança da ordem burguesa face à promoção de mecanismos de participação democrática, no sentido da dita “normalização”. Para tal, recorre-se à análise dos discursos oficiais das elites portuguesas (nomeadamente, presidentes e primeiros-ministros) sobre o passado ditatorial e a sua recepção nas diferentes contemporaneidades, identificando os modos como a relativização da violência do Estado Novo contribui para a naturalização de modelos e retóricas fascizantes.
ER  -