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Cravinho, A. & Madeira da Silva, Teresa (2026). Aplicação de uma matriz de indicadores à análise da segregação socioespacial na Praça de São Paulo, Lisboa. II Simpósio Ibero-americano de Segregação Socioespacial Urbana.
A. R. Nascimento and M. T. Silva, "Aplicação de uma matriz de indicadores à análise da segregação socioespacial na Praça de São Paulo, Lisboa", in II Simpósio Ibero-americano de Segregação Socioespacial Urbana, 2026
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TY - CPAPER TI - Aplicação de uma matriz de indicadores à análise da segregação socioespacial na Praça de São Paulo, Lisboa T2 - II Simpósio Ibero-americano de Segregação Socioespacial Urbana AU - Cravinho, A. AU - Madeira da Silva, Teresa PY - 2026 UR - https://www.igot.ulisboa.pt/eventos/ii-simposio-ibero-americano-de-segregacao-socioespacial-urbana AB - Nas últimas duas décadas, as transformações do espaço urbano público em Lisboa evidenciam a intensificação de processos de segregação socioespacial, associados a dinâmicas de turistificação, gentrificação, mercadorização e privatização do espaço urbano, impulsionadas por políticas de requalificação orientadas para a atratividade e turismo. A segregação no espaço público, frequentemente invisibilizada pelas abordagens tradicionais de planeamento e avaliação urbana, manifesta-se através de mecanismos subtis de controlo, exclusão e seletividade territorial, que transformam o carácter coletivo e democrático do urbano. Face à necessidade de instrumentos capazes de analisar criticamente estas dinâmicas, desenvolveu-se uma matriz de indicadores qualitativos e quantitativos destinada à avaliação integrada das dimensões morfológica, funcional, ambiental e social do espaço urbano público. A matriz assenta numa base teórica interdisciplinar, que articula contributos da arquitetura, do urbanismo e da sociologia urbana, permitindo conjugar observação empírica, leitura morfológica e perceções dos utilizadores. A sua aplicação à praça de São Paulo, em Lisboa, baseou-se em observação participante, mapeamento de fluxos e de apropriações espaciais, entrevistas semi-diretivas e análise documental, cruzando dados espaciais e sociais para identificar padrões de apropriação, exclusão e regulação. Os resultados evidenciam que a segregação socioespacial no espaço urbano público, não se manifesta apenas por barreiras físicas, mas também através de mecanismos simbólicos e normativos de controlo, que condicionam o acesso, o uso e o tempo de permanência. Verificou-se ainda, uma redução da diversidade social e funcional do espaço, com prevalência para os usos comerciais e turísticos, em detrimento da convivência quotidiana e da apropriação local. A aplicação da matriz demonstrou a sua eficácia como instrumento analítico e crítico, capaz de revelar desigualdades e tensões nas diversas formas de apropriação espacial, contribuindo para o desenvolvimento de metodologias de análise urbana mais integradas e para a formulação de políticas públicas mais inclusivas e sensíveis à dimensão social do espaço público. ER -
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