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Carvalho da Silva, V. & Freitas, D. (2026). Da Academia às Escolas: As Academias STEAM@Amadora como Modelos de Co‑construção para Aprendizagem e Cidadania Digita. II Congresso Internacional Práticas Educativas ESE João de Deus.
V. P. Silva and D. O. Freitas, "Da Academia às Escolas: As Academias STEAM@Amadora como Modelos de Co‑construção para Aprendizagem e Cidadania Digita", in II Congr.o Internacional Práticas Educativas ESE João de Deus, Belas , 2026
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TY - CPAPER TI - Da Academia às Escolas: As Academias STEAM@Amadora como Modelos de Co‑construção para Aprendizagem e Cidadania Digita T2 - II Congresso Internacional Práticas Educativas ESE João de Deus AU - Carvalho da Silva, V. AU - Freitas, D. PY - 2026 CY - Belas UR - https://congresso.escolasjoaodeus.pt/pt/ AB - O projeto Academias STEAM@Amadora constitui um exemplo inovador de como a colaboração entre a academia e as escolas pode gerar ecossistemas pedagógicos sustentáveis, orientados para o sucesso educativo e para a cidadania digital. Partindo da consciência dos impactos da infoexclusão numa sociedade cada vez mais digitalizada, evidenciados durante a pandemia, o projeto propõe uma abordagem integrada baseada na filosofia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática), articulando ensino básico e secundário com investigação e ensino superior. O projeto visa compreender de que forma a flexibilização do processo de ensino-aprendizagem, através da integração da abordagem pedagógica STEAM em dois Agrupamentos Escolares (AE) de diferentes ciclos de ensino, poderá contribuir para a motivação e envolvimento de docentes e estudantes e, consequentemente, para o sucesso educativo. Com este objetivo como ponto de partida, pretende-se ainda responder às seguintes questões: De que forma a aplicação de metodologias colaborativas na co-criação das Academias poderá contribuir para uma maior identificação, participação e implicação dos/as professores e estudantes? O investimento em ações de capacitação técnica e pedagógica ajustada às necessidades dos/as docentes dos AE terá impacto na implementação, sustentabilidade e continuidade das Academias cocriadas? O investimento em ações de capacitação técnica para estudantes, garantindo a apropriação das competências necessárias para o desenvolvimento de projetos, contribuirá para uma maior participação e interesse nas atividades das Academias, e na projeção de percursos educativos nas áreas STEAM? Para responder a estas questões, a investigação-ação surge como a abordagem metodológica mais adequada. Esta metodologia consubstancia-se como um eixo estruturante do projeto, permitindo que a implementação do modelo STEAM, em cada AE, decorra de um processo de iteração, entre o diagnóstico, a experimentação, a reflexão/avaliação e a implementação de melhorias. Dessa forma, num primeiro momento, e com o propósito de conhecer/compreender para agir, realizou-se uma análise documental e secundária a relatórios produzidos pela Autarquia (Amadora) e outros documentos de referência produzidos por entidades nacionais (Conselho Nacional de Educação; Direção Geral de Educação) e internacionais (OCDE, UNESCO, Comissão Europeia). Em concomitância foram realizadas entrevistas exploratórias, workshops e grupos focais com diferentes entidades da comunidade, visando o diagnóstico educativo e social do concelho. Num segundo momento, depois de conhecidos os AE, nos quais se iria implementar as Academias, foram realizadas entrevistas com os respetivos Diretores e professores. As entrevistas tiveram como objetivo aprofundar o conhecimento dos contextos educativos, fazer um levantamento dos desafios, das necessidades e das expetativas e potencialidades de cada AE. Na fase de implementação, como ponto de partida foi aplicada a metodologia de Design Thinking, no espaço físico das Escolas destinado às Academias, envolvendo diretores, professores e estudantes. Ao longo da vigência do projeto foram sendo realizadas diversas reuniões, presenciais e online, questionários e grupos focais para acompanhamento, discussão e avaliação com o fito de melhorar e adaptar as atividades ao contexto educativo de cada escola. As Academias STEAM@Amadora resultaram, assim, de um processo de co-construção pedagógica, permitindo que cada AE desenvolvesse um modelo próprio, refletindo a identidade dos seus professores, alunos/as e contextos. Este processo foi orientado por metodologias de Design Thinking, envolvendo diagnósticos participativos, ideação, prototipagem e implementação, garantindo a pertinência curricular, equidade no acesso e sustentabilidade das práticas. No que concerne à colaboração entre academia e escolas na construção de um ecossistema pedagógico, a equipa técnico científica do Iscte (Meta Digital) assumiu um papel central na gestão deste processo, acompanhando a implementação dos projetos, monitorizando as atividades e assegurando a coerência científica e pedagógica. Os resultados inovadores do projeto residem na criação de Laboratórios STEAM dentro das escolas, com equipamento digital de ponta e na dinamização de mentorias académicas, asseguradas por estudantes do Iscte – Escola de Tecnologias Digitais (polo de Sintra), promovendo não apenas a aprendizagem dos conteúdos, mas também estratégias de estudo e competências sociais e digitais relevantes para o prosseguimento de percursos escolares e académicos. Paralelamente, a academia desenvolveu um plano de formação acreditada para docentes que integrou 10 ações de curta duração (ACD) e um curso de formação de longa duração (60h), garantindo a certificação em áreas técnicas e pedagógicas relevantes para um processo de ensino-aprendizagem orientado pela pedagogia STEAM. Lecionadas por um corpo docente altamente especializado do Iscte – Escola de Tecnologias Digitais (polo de Sintra), estas ações contribuíram para a capacitação docente, para a sua progressão de carreira e para a integração de tecnologias emergentes em práticas curriculares inovadoras. Considerando todas as atividades realizadas em ambos os agrupamentos escolares, contabilizaram-se 622 participações (professores e estudantes). Do ponto de vista dos alunos, as Academias STEAM@Amadora proporcionaram experiências diversificadas que cruzaram ciência, tecnologia e arte, ativando a aprendizagem a partir da prática e da resolução de problemas. A dimensão comunitária do projeto foi reforçada pela criação da Rede de Tutores Digitais, composta por alunos que apoiaram programas de literacia digital de adultos, promovendo aprendizagens intergeracionais e uma cidadania ativa. No total, foram dinamizadas oito ações de tutoria digital envolvendo 90 estudantes e aproximadamente duas dezenas de adultos. A culminar este percurso, a ExpoSTEAM constituiu um espaço público de partilha, onde os estudantes de ambas as Academias apresentaram um total de 27 projetos desenvolvidos ao longo do ano letivo, valorizando a criatividade, a metacognição e a articulação entre escolas, famílias e parceiros culturais. Estiveram envolvidos, entre estudantes e professores, 88 participantes. Concluindo as Academias STEAM@Amadora afirmam-se, assim, como modelos de co‑construção entre academia e escolas, capazes de integrar formação acreditada, mentoria universitária, práticas pedagógicas inovadoras e cidadania digital. Este projeto demonstra que a colaboração estruturada entre instituições de ensino superior e agrupamentos escolares pode gerar ecossistemas educativos orientados para o sucesso e prosseguimento das aprendizagens, a equidade, a criatividade e o rigor científico, respondendo aos desafios contemporâneos da educação formal. ER -
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