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Justino, E., Mauritti, R, Roque Ferreira, M. & Oliveira, E. (2026). Programas de Mentoria para a Inclusão Social: Uma Abordagem Holística no Contexto Universitário. In Bolarin Martinez, M. J., & Bernárdez Gómez, A. (Ed.), Atas do XIV Congreso Iberoamericano de Docencia Universitaria. (pp. 41-42). Santiago de Compostela: Zenedo.
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E. R. Justino et al.,  "Programas de Mentoria para a Inclusão Social: Uma Abordagem Holística no Contexto Universitário", in Atas do XIV Congreso Iberoamericano de Docencia Universitaria, Bolarin Martinez, M. J., & Bernárdez Gómez, A., Ed., Santiago de Compostela, Zenedo, 2026, vol. 1, pp. 41-42
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TY  - CPAPER
TI  - Programas de Mentoria para a Inclusão Social: Uma Abordagem Holística no Contexto Universitário
T2  - Atas do XIV Congreso Iberoamericano de Docencia Universitaria
VL  - 1
AU  - Justino, E.
AU  - Mauritti, R
AU  - Roque Ferreira, M.
AU  - Oliveira, E.
PY  - 2026
SP  - 41-42
DO  - 10.5281/zenodo.18185506
CY  - Santiago de Compostela
UR  - https://zenodo.org/records/18185506
AB  - Este artigo analisa a mentoria inclusiva como dispositivo relacional orientado para mitigar desigualdades no ensino superior, destacando os seus fundamentos conceptuais, o modelo de ação desenvolvido por uma universidade pública e os resultados empíricos da sua implementação. Estudantes provenientes de grupos estruturalmente vulnerabilizados — migrantes, estudantes de primeira geração ou jovens com constrangimentos socioeconómicos e linguísticos — enfrentam desafios adicionais de integração institucional, frequentemente associados a mecanismos subtis de reprodução de capital cultural e social, que reforçam sentimentos de desfiliação e risco acrescido de abandono. A literatura internacional identifica a mentoria inclusiva como estratégia eficaz para intervir nas dimensões relacionais e subjetivas que sustentam a permanência académica, promovendo confiança, reconhecimento e acesso a redes de apoio que mediam o acesso à informação legitimada (Haeger & Fresquez, 2016; Lewis, 2017; Radlick & Mevatne, 2023). Esta abordagem desloca o foco da mera melhoria do desempenho para o reforço do sentimento de pertença e da capacidade de navegação institucional, contrariando processos de exclusão naturalizados no ensino superior. A análise empírica baseia-se em dados recolhidos ao longo de duas edições do programa, incluindo caracterização sociodemográfica, registos de acompanhamento, diários reflexivos, notas de supervisão e questionários de avaliação. Este corpus permite identificar tanto os efeitos percecionados pelos estudantes como os mecanismos interacionais que os produzem, revelando padrões de apoio, assimetrias de expectativas e dinâmicas de ajustamento entre mentores e mentorandos. Os resultados evidenciam três eixos de impacto. Primeiro, a consolidação de redes de sociabilidade académica que funcionam como infraestruturas de integração, reduzindo o isolamento e facilitando o acesso a códigos institucionais tácitos. Segundo, destaca-se o desenvolvimento de competências socioemocionais — autoconfiança, monitorização de expectativas e negociação intercultural — que são especialmente relevantes para estudantes marginalizados. Terceiro, o reforço da participação em atividades curriculares e cocurriculares, associado ao aumento do sentimento de pertença e estabilização das trajetórias académicas. A monitorização do programa demonstra, assim, o contributo da mentoria inclusiva para estratégias institucionais de justiça social e para o fortalecimento da capacidade das universidades em acolher a diversidade estudantil.
ER  -