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Saaristo, S.-M. (2026). Entre Ficar e Partir: Vulnerabilidades Climáticas e Experiências de Comunidades em Angola. MOBILIDADE HUMANA NO CONTEXTO DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL, DESASTRES E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E A DECLARAÇÃO MINISTERIAL DE KAMPALA SOBRE MIGRAÇÃO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS (KDMECC) EM ANGOLA.
S. M. Saaristo, "Entre Ficar e Partir: Vulnerabilidades Climáticas e Experiências de Comunidades em Angola", in MOBILIDADE HUMANA NO CONTEXTO DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL, DESASTRES E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E A DECLARAÇÃO MINISTERIAL DE KAMPALA SOBRE MIGRAÇÃO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS (KDMECC) EM ANGOLA, Luanda, 2026
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TY - CPAPER TI - Entre Ficar e Partir: Vulnerabilidades Climáticas e Experiências de Comunidades em Angola T2 - MOBILIDADE HUMANA NO CONTEXTO DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL, DESASTRES E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E A DECLARAÇÃO MINISTERIAL DE KAMPALA SOBRE MIGRAÇÃO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS (KDMECC) EM ANGOLA AU - Saaristo, S.-M. PY - 2026 CY - Luanda AB - Esta apresentação analisa as vulnerabilidades climáticas em assentamentos informais em Luanda, explorando as experiências de comunidades confrontadas com processos de degradação ambiental, riscos de inundação e acesso limitado a serviços básicos. Com base num estudo empírico realizado em oito bairros, que combinou inquéritos comunitários (n=873) e cartografia social participativa, o trabalho evidencia a importância de metodologias colaborativas na produção de conhecimento local e na identificação de riscos e estratégias de adaptação. Os resultados demonstram que a vulnerabilidade climática não pode ser reduzida a fatores ambientais isolados, mas resulta da interseção entre informalidade urbana, ausência de planeamento, défice de infraestruturas e respostas institucionais fragmentadas. Em particular, as comunidades enfrentam um conjunto cumulativo de riscos associados a inundações, degradação habitacional e falhas em saneamento e gestão de resíduos, que amplificam os impactos de eventos climáticos extremos. Embora existam estratégias comunitárias de adaptação — como deslocações temporárias ou reorganização espacial — estas constituem essencialmente respostas de sobrevivência, não substituindo a necessidade de intervenção pública estruturante. A mobilidade emerge, assim, como uma resposta às vulnerabilidades estruturais, e não apenas às alterações climáticas. A apresentação contribui para o debate sobre mobilidade humana no contexto das alterações climáticas, mostrando que a vulnerabilidade é multidimensional e socialmente produzida. Argumenta-se que respostas eficazes devem integrar políticas de adaptação climática com planeamento urbano e acesso à cidade, em linha com a abordagem promovida pela Declaração de Kampala (KDMECC). ER -
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