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Correia, Fábio R. (2026). Revelar o Desconhecido: o processo de recolha documental como instrumento para a descoberta da Habitação Apoiada na Madeira. In Paula André (Ed.), 11.º Colóquio do Doutoramento em Arquitectura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos. (pp. 17-18). Lisboa: DINÂMIA'CET-Iscte.
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F. U. Correia,  "Revelar o Desconhecido: o processo de recolha documental como instrumento para a descoberta da Habitação Apoiada na Madeira", in 11.º Colóquio do Doutoramento em Arquitectura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos, Paula André, Ed., Lisboa, DINÂMIA'CET-Iscte, 2026, pp. 17-18
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TY  - CPAPER
TI  - Revelar o Desconhecido: o processo de recolha documental como instrumento para a descoberta da Habitação Apoiada na Madeira
T2  - 11.º Colóquio do Doutoramento em Arquitectura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos
AU  - Correia, Fábio R.
PY  - 2026
SP  - 17-18
CY  - Lisboa
UR  - http://hdl.handle.net/10071/37264
AB  - A historiografia da habitação apoiada em Portugal tem, ao longo das últimas décadas, acumulado contributos fundamentais para a compreensão das políticas públicas e dos seus resultados construídos. Contudo, a situação no Arquipélago da Madeira permanece sistematicamente omissa no corpus científico. A investigação em curso procura colmatar este vazio, propondo-se a identificar, enquadrar e analisar, nos seus contextos histórico, político, social e arquitetónico, as iniciativas de habitação, de promoção pública ou privada, com apoio direto ou indireto do Estado, que ocorreram entre a primeira política de habitação, publicada em 1918, e o lançamento da Nova Geração de Políticas de Habitação em 2018.
Esta apresentação centra-se no processo de recolha documental realizado em arquivos nacionais, regionais e municipais, com o objetivo de reconstituir a história dos conjuntos habitacionais, procurando responder às questões essenciais de «onde, quando, como e porquê» de cada iniciativa. Por se tratar de um processo metodológico complexo, devido à documentação dispersa, inexplorada, e com níveis de acesso diversos, optou-se por uma estratégia que partiu do geral para o particular. Definidos os critérios de seleção e de caraterização dos casos, iniciou-se a recolha pelos arquivos nacionais, Forte de Sacavém/SIPA, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Marques da Silva, Centro de Documentação da FAUP e IHRU, para progressivamente levantar os acervos regionais, designadamente o Arquivo Regional da Madeira, o Arquivo Municipal do Funchal e o arquivo do Instituto da Habitação da Madeira.
Os resultados preliminares identificaram 388 iniciativas de habitação através da consulta de 589 processos de obra enquadrados nos critérios predefinidos. A diversidade tipológica dos conteúdos encontrados, nomeadamente, as peças desenhadas e escritas dos processos de obra, os registos fotográficos e cartográficos, os espólios de arquitetos, os atos legislativos e os periódicos locais, permite um maior rigor dos dados através do sistema de relações entre as diversas fontes. A análise documental permitiu associar as iniciativas ao respetivo regime legal, designadamente: Casas Económicas (1933), Casas dos Pescadores (1937), Casas de Renda Económica (1945), Casas para Famílias Pobres (1945), Plano Integrado (1969), Cooperativas de Habitação Económica (1974), Contratos de Desenvolvimento para Habitação (1974), etc. bem como, desvendar um programa com especificidades locais, as Casas Ultraeconómicas (1938). O levantamento permitiu igualmente identificar os promotores, autores, construtores e outros agentes envolvidos em cada projeto.
A apresentação propõe-se, por isso, a revelar, através de dados quantitativos, gráficos de distribuição temporal e geográfica, a amplitude e a riqueza do universo de casos encontrados. Para assim desenrolar a hipótese de que a habitação apoiada na Madeira se desenvolveu em constante adaptação face às políticas nacionais, desvinculadas das especificidades geográficas e económicas da região, que obrigaram as entidades locais a adaptar-se com respostas próprias, criando uma relação paralela que a historiografia desconhece.
ER  -