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Chasqueira, T. & Ramalho, N. (2026). Rotas da classificação: Perceções de uma organização Portuguesa de profissionais do sexo sobre o tráfico de seres humanos. Revista de História das Ideias. 44, 267-291
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T. Chasqueira and N. A. Ramalho,  "Rotas da classificação: Perceções de uma organização Portuguesa de profissionais do sexo sobre o tráfico de seres humanos", in Revista de História das Ideias, vol. 44, pp. 267-291, 2026
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TY  - JOUR
TI  - Rotas da classificação: Perceções de uma organização Portuguesa de profissionais do sexo sobre o tráfico de seres humanos
T2  - Revista de História das Ideias
VL  - 44
AU  - Chasqueira, T.
AU  - Ramalho, N.
PY  - 2026
SP  - 267-291
SN  - 0870-0958
DO  - 10.14195/2183-8925_44_11
UR  - https://impactum-journals.uc.pt/rhi/about
AB  - Historicamente associado à prostituição, o tráfico de seres humanos (TSH) é um conceito contestado. Em vários países, as políticas de combate ao TSH equiparam-no ao trabalho sexual, gerando tensões entre categorias institucionalizadas e as perceções e experiências de profissionais do sexo. Portugal distingue-se por não estabelecer essa equivalência, o que permite avaliar se tais tensões persistem em contextos onde as agendas antitráfico e antiprostituição não se sobrepõem. Com base em seis entrevistas semiestruturadas, este artigo analisa a forma como uma organização portuguesa de profissionais do sexo compreende o TSH, contrastando as suas perceções com a definição internacional do fenómeno e o perfil da «vítima ideal» associado. Os resultados indicam que a organização adota uma definição de TSH mais restrita do que a prevista no direito internacional, entendendo que o tráfico ocorre apenas quando existe engano quanto à natureza do trabalho a desempenhar no país de destino de uma migração transnacional.
ER  -