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Paisana, M., Couraceiro, P., Pais, Pedro Caldeira, Vasconcelos, A., Cardoso, G. & Baldi, V. (2026). Perceção Social da Desinformação Científica em Portugal. IBERIFIER - Iberian Digital Media & Fact-Checking.
M. P. Morais et al., "Perceção Social da Desinformação Científica em Portugal", in IBERIFIER - Iberian Digital Media & Fact-Checking, 2026
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TY - GEN TI - Perceção Social da Desinformação Científica em Portugal T2 - IBERIFIER - Iberian Digital Media & Fact-Checking AU - Paisana, M. AU - Couraceiro, P. AU - Pais, Pedro Caldeira AU - Vasconcelos, A. AU - Cardoso, G. AU - Baldi, V. PY - 2026 UR - https://www.obercom.pt/percecao-social-da-desinformacao-cientifica-em-portugal/ AB - Este relatório, intitulado Perceção Social da Desinformação Científica em Portugal, faz parte do working package de trabalho do IBERIFIER dedicado à investigação em matéria de impactos multidimensionais da desinformação, em termos das suas causas e repercussões a nível social, político, económico, tecnológico e cultural. Coordenada pela FECYT, em Espanha, e liderada pela OberCom e pelo Iscte em Portugal, esta investigação visa colmatar uma lacuna significativa na investigação no que diz respeito à forma como os ibéricos lidam com a desinformação científica. Seja devido à sua complexidade inerente, seja devido à sua importância central na agenda noticiosa contemporânea, os temas científicos estão entre os mais complexos de estudar. A sobreposição entre ciência e política tornou-se particularmente saliente devido à pandemia da COVID-19, às alterações climáticas e às catástrofes ambientais. A relação entre o público e a informação científica tornou-se muito mais sensível a impactos que vão além daqueles abrangidos e medidos no domínio dos estudos dos meios de comunicação social. Por esta razão, avaliamos uma ampla diversidade de conceitos para traçar um quadro percetivo, atitudinal e comportamental que abrange desde as atividades do dia-a-dia até considerações mais abstratas e subjetivas sobre a forma como as pessoas percebem a ciência e a desinformação relacionada. Para o efeito, foram definidos os seguintes objetivos de investigação: Atualizar os indicadores da primeira edição e identificar eventuais alterações nos hábitos, perceções e atitudes desde 2022 em Espanha / Alargar a investigação sobre o tema a Portugal. Analisar a perceção da Inteligência Artificial (IA) como veículo de desinformação e como ferramenta de verificação. Examinar as atitudes do público ibérico em relação aos cientistas e à ciência institucional. Explorar as teorias da conspiração na esfera científica e a sua relação com a suscetibilidade à desinformação. Estimar o efeito causal da veracidade da informação e da excitação emocional na intenção de partilhar notícias científicas verdadeiras e falsas. O relatório está estruturado da seguinte forma: um capítulo metodológico inicial, no qual são descritos os procedimentos, precede oito capítulos temáticos — hábitos de consumo de informação científica; credibilidade e desinformação em matéria científica; fatores associados à credibilidade percebida e à suscetibilidade à desinformação; perceções da desinformação na vida quotidiana; atitudes face à desinformação e à ciência; confiança e populismo científico. Todos os capítulos incluem uma análise descritiva das variáveis, bem como cruzamentos com género, idade, escolaridade e orientação política, com exceção do capítulo 5 (credibilidade e desinformação em questões científicas), que se refere a uma experiência na qual testamos os efeitos de diferentes «nudges» na partilha de notícias científicas verdadeiras e falsas (ver «Metodologia» a seguir para uma descrição mais pormenorizada). Os dois capítulos finais descrevem os hábitos de acesso à Internet, bem como as variáveis demográficas. As conclusões mais relevantes do relatório são destacadas no resumo executivo, no início deste relatório. ER -
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