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Mendes, Tiago (2026). Que dimensões impactam as relações político-administrativas na governança das organizações públicas? O caso da tutela da Cultura em Portugal (2000-2019). VI Encontro Internacional Lusófono Todas As Artes | Todos os Nomes.
T. M. Mendes, "Que dimensões impactam as relações político-administrativas na governança das organizações públicas? O caso da tutela da Cultura em Portugal (2000-2019)", in VI Encontro Internacional Lusófono Todas As Artes | Todos os Nomes, Porto, Portugal, 2026
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TY - CPAPER TI - Que dimensões impactam as relações político-administrativas na governança das organizações públicas? O caso da tutela da Cultura em Portugal (2000-2019) T2 - VI Encontro Internacional Lusófono Todas As Artes | Todos os Nomes AU - Mendes, Tiago PY - 2026 DO - 10.21747/todpro26 CY - Porto, Portugal UR - https://web.archive.org/web/20260714143846/https://www.todasasartes.pt/uncategorized/programa-vi-todas-as-artes/ AB - Num contexto de crescentes desafios para as organizações públicas cumprirem a sua missão, um fator que pode facilitar ou obstruir o seu papel é a qualidade das relações de governança entre os gestores públicos e os governantes responsáveis pela sua tutela. As interações político-administrativas afetam as organizações a nível prático e estratégico, influenciando tanto a conceção como a implementação das políticas públicas. Assim, torna-se crucial compreender que condições fomentam interações de maior qualidade entre estes agentes. Este estudo visa – a partir de uma análise empírica longitudinal - diagnosticar as condições que potenciaram a preponderância de harmonias e/ou tensões na relação entre os responsáveis do Ministério da Cultura português e administradores das organizações tuteladas, entre 2000 e 2019, a partir da interpretação e da análise de conteúdo de fontes legislativas, de imprensa periódica e de entrevistas semiestruturadas com antigos governantes e administradores. Os resultados – fundados nas especificidades do caso português e da Cultura enquanto sector político - revelam tendências díspares entre as diferentes organizações culturais, com algumas delas a apresentar maior prevalência de tensões com o governo. As variações na autonomia efetiva das organizações e nos padrões relacionais com a tutela – que se traduzem em diferentes graus de volatilidade administrativa -, são multicausais, envolvendo dimensões como a autonomia jurídica; características organizacionais históricas e especificidades dos subsectores: hábitos de comunicação entre os intervenientes; perfis profissionais, pessoais e políticos dos decisores; a fase dos mandatos; a existência de redes e relações institucionais complementares; bem como contextos políticos e macroeconómicos mais vastos. ER -
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