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Caldeira, G. M. (2026). SAÚDE MENTAL NO ENSINO SUPERIOR REPRESENTAÇÕES SOCIAIS  E DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO  DA INVESTIGAÇÃO. CIES-Iscte - e-Working Paper. 1-47
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M. G. Caldeira,  "SAÚDE MENTAL NO ENSINO SUPERIOR REPRESENTAÇÕES SOCIAIS  E DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO  DA INVESTIGAÇÃO", in CIES-Iscte - e-Working Paper, Lisboa, pp. 1-47, 2026
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TY  - EJOUR
TI  - SAÚDE MENTAL NO ENSINO SUPERIOR REPRESENTAÇÕES SOCIAIS  E DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO  DA INVESTIGAÇÃO
T2  - CIES-Iscte - e-Working Paper
AU  - Caldeira, G. M.
PY  - 2026
SP  - 1-47
CY  - Lisboa
UR  - https://hdl.handle.net/10071/37871
AB  -  A saúde mental tem sido objeto de crescente atenção interdisciplinar, sendo reconhecida como um fenómeno socialmente preocupante, sobretudo entre estudantes do ensino superior. Estudar sociologicamente a saúde mental revelou-se uma tarefa exigente, mas intelectualmente estimulante, não apenas pelas fronteiras por vezes ténues entre campos disciplinares, mas também pelos desafios metodológicos que emergiram ao longo do percurso, obrigando à revisão de estratégias e à reformulação do desenho inicial.
Com este Working Paper, pretende-se dar a conhecer uma investigação desenvolvida no âmbito do doutoramento, centrada nas representações de estudantes do ensino superior sobre a saúde mental. Procura-se refletir sobre os processos de construção destas representações e sobre as dificuldades inerentes à abordagem de um campo particularmente complexo, como se mostrou ser o das representações em saúde mental.
Dos resultados preliminares apresentados, destaca-se que as diferenças nos métodos pedagógicos e de avaliação, em relação ao ensino secundário, geram ansiedade e stress, prejudicando o desempenho académico. Muitos estudantes referem dificuldade em lidar com estas exigências, reconhecendo que elas condicionam o processo de adaptação e têm impacto na sua saúde mental. As pressões exercidas pelas dinâmicas internas da academia e por fatores externos, associadas à falta de tempo para conciliar as diferentes dimensões da vida, surgem igualmente como fontes relevantes de mal-estar. Identificam-se, ainda, processos de estigmatização associados ao sofrimento mental e diferenças de género nos modos de consumo e práticas de saúde. Por fim, observam-se visões distintas sobre a saúde mental, sustentadas em discursos mediáticos e medicalizados que circulam na sociedade.

ER  -