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Santos, S., André, P., Violante, T. & Vale, L.M. (2026). Os Conselhos Económicos e Sociais face à erosão democrática. VI Encontro da Secção Temática de Sociologia do Direito e da Justiça: “A Constituição do Social e do Político: afirmar os direitos fundamentais, responder aos desafios e imaginar o futuro”.
S. A. Santos et al., "Os Conselhos Económicos e Sociais face à erosão democrática", in VI Encontro da Secção Temática de Sociologia do Direito e da Justiça: “A Constituição do Social e do Político: afirmar os direitos fundamentais, responder aos desafios e imaginar o futuro”, Coimbra, 2026
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TY - CPAPER TI - Os Conselhos Económicos e Sociais face à erosão democrática T2 - VI Encontro da Secção Temática de Sociologia do Direito e da Justiça: “A Constituição do Social e do Político: afirmar os direitos fundamentais, responder aos desafios e imaginar o futuro” AU - Santos, S. AU - André, P. AU - Violante, T. AU - Vale, L.M. PY - 2026 CY - Coimbra AB - A institucionalização de uma figura com competências consultivas em matéria económica e social corresponde à tendência, originária na Europa, de consagrar órgãos que servem de plataforma institucional para a representação de opiniões e interesses de diferentes grupos da sociedade civil. Na sua génese os conselhos económicos e sociais pretendiam responder a duas ordens de preocupações que atravessam o século XIX: i) as insuficiências da representação política assentes no direito de propriedade como determinante para o acesso à cidadania política, excluindo a maioria da população; ii) o aumento da conflitualidade laboral com o surgimento do movimento operário e das lutas sindicais que pugnam pela acomodação dos interesses dos trabalhadores. Na actualidade, os Conselhos Económicos e Sociais mantêm estes dois grandes eixos matriciais: são concebidos, por um lado, como instituições de participação, de consulta, de estudo e de debate, tarefas que complementam a representação política; e, por outro, em certos casos, como o português, de concertação social entre diferentes grupos com interesses antagónicos, contribuindo para a paz social. O declínio democrático começou com a ascensão dos regimes populistas e agudizouse com o impacto das medidas de combate à pandemia que eclodiu em 2020. Portugal tem acompanhado a tendência global de erosão democrática, com indicadores que merecem atenção. Segundo o Democracy Report 2022 do Instituto V-Dem da Universidade de Gotemburgo, o país integra o grupo de nações da Europa Ocidental onde se verifica um aumento da polarização política juntamente com a Alemanha e a Espanha. Neste contexto de erosão democrática, importa considerar o papel que instituições como o Conselho Económico e Social podem desempenhar no reforço da democracia portuguesa. O CES, enquanto plataforma institucionalizada de diálogo e deliberação, pode constituir um fórum privilegiado para esse questionamento e a procura de consensos sociais. Metodologicamente, o estudo assentou em três componentes principais: (i) uma extensa revisão da literatura científica e institucional sobre conselhos económicos e sociais; (ii) a análise documental comparada de diplomas legais, regulamentos internos, relatórios de actividade e outros documentos produzidos pelos conselhos estudados; e (iii) a realização de 22 entrevistas semiestruturadas a diversos actores com conhecimento directo do funcionamento do CES português. ER -
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