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Raposo, P. & Tamaso (2026). Des-arquivar acervos coloniais. Intervenções colaborativas para descolonizar e repensar modos de restituição . Colóquio internacional "Histórias da Antropologia e Restituições".
P. J. Raposo and Izabela, "Des-arquivar acervos coloniais. Intervenções colaborativas para descolonizar e repensar modos de restituição ", in Colóquio internacional "Histórias da Antropologia e Restituições", Lisboa, 2026
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TY - CPAPER TI - Des-arquivar acervos coloniais. Intervenções colaborativas para descolonizar e repensar modos de restituição T2 - Colóquio internacional "Histórias da Antropologia e Restituições" AU - Raposo, P. AU - Tamaso PY - 2026 CY - Lisboa UR - https://www.berose.fr/article4193.html?lang=en AB - É sobejamente conhecida a postura e a tradição científica na qual museus, pesquisadores e colecionadores constituíam e circulavam arquivos com o objetivo de apresentar “o outro”. Contemporaneamente, essas coleções etnográficas abandonam as reservas técnicas das instituições, de museus, galerias, bibliotecas, e seus acervos e reflexões académicas e especializadas são revisitadas e interpeladas, quando não postas em causa. Mobilizadas hoje, não apenas por quem as guarda e pesquisa, mas também por aqueles que nelas se encontram retratados nos registos ou por seus descendentes, novos significados são atribuídos ao lugar e ao conhecimento sobre estes arquivos, emergindo práticas de subversão e crítica dos acervos e dos desafios envolvidos na sua conservação, propriedade e documentação que são ressignificados, reinterpretados e reapresentados. Temos vindo a acompanhar, em Portugal e no Brasil, diferentes processos de museologia colaborativa ou de produção de arquivos vernaculares que realinham a produção de narrativas e subvertem a ideia de que as instituições de guarda detêm, de forma privilegiada, tais patrimónios. Assim, como desafios às chamadas políticas de retorno e restituição dos arquivos e às novas dinâmicas relacionais e de reparação, nesta comunicação procuramos trazer a experiência de casos em Portugal e no Brasil: em Portugal – o projeto de arquivo vernacular Noz Storia de Sinho Baessa; e no Estado de Goiás-Brasil - Bloco Pilão de Prata e o Museu das Bandeiras. Junto com eles pretendemos interpelar e melhor entender estas novas dinâmicas e desafios. ER -
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