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Canário, M., Monteiro, C., Bento, R. & Sousa, I.C. (2026). Mapear a diversidade da força de trabalho em Portugal: Evidências e perceções sobre DEI. Diálogos em Comportamento Organizacional II,.
A. M. Canário et al., "Mapear a diversidade da força de trabalho em Portugal: Evidências e perceções sobre DEI", in Diálogos em Comportamento Organizacional II, Coimbra, 2026
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TY - CPAPER TI - Mapear a diversidade da força de trabalho em Portugal: Evidências e perceções sobre DEI T2 - Diálogos em Comportamento Organizacional II AU - Canário, M. AU - Monteiro, C. AU - Bento, R. AU - Sousa, I.C. PY - 2026 CY - Coimbra UR - https://www.uc.pt/feuc/dialogos-comportamento-organizacional/ AB - À medida que sociedades e forças de trabalho se tornam cada vez mais diversas, diversidade, equidade e inclusão (DEI) assumem crescente relevância na governança organizacional. Apesar da existência de quadros de referência em matéria de igualdade, subsiste uma lacuna na disponibilidade de dados sistemáticos e comparáveis relativos à diversidade da força de trabalho em Portugal. Este estudo visa mapear características demográficas, sociais e organizacionais de trabalhadores em Portugal, bem como compreender as suas perceções acerca das práticas organizacionais de DEI. Os dados foram recolhidos entre dezembro de 2025 e março de 2026, com uma amostra de 1053 participantes. Destes, 71,3% identificam-se como mulheres cis e 25,2% como homens cis; 52% têm até 45 anos; 94,2% têm nacionalidade portuguesa e 90,6% identificam-se como pessoas brancas de origem europeia. A maioria possui ensino superior (82%) e trabalha por conta de outrem (90,2%), sobretudo em empresas (40,3%), economia social (23,1%) e administração pública (18,5%). Quanto às condições de trabalho, 59,3% trabalham presencialmente e 36,9% em regime híbrido. A maioria localiza-se na região de Lisboa (56,4%) e tem contrato sem termo (73,2%). Cerca de 53% têm dependentes e 44,6% consideram o rendimento do agregado familiar suficiente. Relativamente à DEI, os participantes consideram que as iniciativas de formação e sensibilização, bem como a promoção do sentido de pertença, são necessárias e relevantes (M=4,43; DP=0,89) e percecionam a liderança direta como disponível e comprometida (M=4,14; DP=1,17). Em contraste, a diversidade das características das lideranças é menos bem avaliada (M=3,31; DP=1,29). Em conjunto, os resultados evidenciam uma perceção globalmente positiva das práticas de DEI. Estes dados contribuem para uma caracterização empírica da força de trabalho em Portugal e oferecem pistas relevantes para o desenvolvimento de políticas e práticas organizacionais mais inclusivas e representativas. ER -
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