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Guedes, M., Ferreiro, Maria de Fátima & Proença, Vânia (2026). Património agroalimentar e resistência rural: três experiências de conservação de sementes em Portugal. In Joana Nogueira, Pedro Casinhas (Ed.), Estudos Rurais – Memórias e Perspetivas Congresso Comemorativo dos 40 anos da SPER – Livro de Atas (pp. 45?57). SPER – Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais. https://doi.org/10.5281/zenodo.22707833
M. R. Guedes et al., "Património agroalimentar e resistência rural: três experiências de conservação de sementes em Portugal", in Estudos Rurais – Memórias e Perspetivas Congr.o Comemorativo dos 40 anos da SPER – Livro de Atas, Joana Nogueira, Pedro Casinhas, Ed., Lisboa, SPER – Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, 2026, pp. 45-57
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TY - CPAPER TI - Património agroalimentar e resistência rural: três experiências de conservação de sementes em Portugal T2 - Estudos Rurais – Memórias e Perspetivas Congresso Comemorativo dos 40 anos da SPER – Livro de Atas AU - Guedes, M. AU - Ferreiro, Maria de Fátima AU - Proença, Vânia PY - 2026 SP - 45-57 DO - 10.5281/zenodo.22707833 CY - Lisboa UR - https://sper.pt/cer2025/ AB - Nas últimas décadas, as crises globais como a pandemia do COVID-19, os conflitos armados em curso e a emergência climática tornaram evidente a profunda interdependência entre dimensões socioeconómicas, políticas e ecológicas (Dalby, 2022; Brand, 2025), ao mesmo tempo que expuseram a vulnerabilidade estrutural dos sistemas agroalimentares contemporâneos. (Willett et al., 2019; Wunderlich, 2021). Apesar da abundância produtiva à escala mundial, persistem situações de fome e insegurança alimentar (OECD & FAO, 2025; World Bank, 2025), revelando contradições inerentes ao modelo agroindustrial dominante (Machado et al., 2016; Rosin et al., 2013), marcado pela elevada concentração e controlo empresarial à escala global (ETC Group, 2022; EC, 2024), pela erosão da agrobiodiversidade e pela crescente dependência de insumos externos (i.e., sementes) (Fakhri, 2022; Keenan et al., 2023). Estas dinâmicas tornam-se particularmente visíveis no sector das sementes, cuja elevada concentração de mercado e enquadramento jurídico contribuem para a homogeneização genética (Bragon & Downs, 1998; Bonny, 2017; ETC, 2022), a perda de variedades tradicionais e a marginalização das redes informais de circulação de sementes (Kliem et al., 2022; Prip & Fauchald, 2016). ER -
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