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Cabral, M. & Oliveira, H. G. (2026). Combatendo a desinformação com ciência: estratégias comunicativas de mulheres cientistas nas redes sociais online. V Conferência Comunicar Ciência na era da Desconfiança: Credibilidade, Autoridade e Públicos,.
M. Cabral and H. G. Oliveira, "Combatendo a desinformação com ciência: estratégias comunicativas de mulheres cientistas nas redes sociais online", in V Conferência Comunicar Ciência na era da Desconfiança: Credibilidade, Autoridade e Públicos, Covilhã, 2026
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TY - CPAPER TI - Combatendo a desinformação com ciência: estratégias comunicativas de mulheres cientistas nas redes sociais online T2 - V Conferência Comunicar Ciência na era da Desconfiança: Credibilidade, Autoridade e Públicos AU - Cabral, M. AU - Oliveira, H. G. PY - 2026 CY - Covilhã UR - https://www.comunicarciencia.ubi.pt/2026/ AB - A desinformação científica tem corroído progressivamente a confiança pública no conhecimento produzido pela ciência, comprometendo processos decisórios em domínios como saúde, meio ambiente e políticas públicas. Nesse cenário, comunicadoras de ciência ocupam um papel central na produção de conteúdos que buscam contrapor essa desinformação nas redes sociais online, ainda que a atuação feminina nesse campo permaneça pouco estudada em comparação à visibilidade concedida a comunicadores homens, um apagamento que dialoga com o já conhecido efeito Matilda na história da ciência (Mendes, 2026). Partindo desse pressuposto, este trabalho tem como objetivo identificar e analisar as estratégias comunicativas utilizadas por cientistas mulheres no combate à desinformação científica nas redes sociais online, tomando como exemplo os perfis de influenciadoras brasileiras como a bióloga Mari Krüger e do duo “Nunca Vi 1 Cientista”, conduzido pelas cientistas Ana Bonassa e Laura Marise. Metodologicamente, adota-se um estudo de caso múltiplo (Yin, 2015), com o conteúdo publicado por ambos os perfis ao longo dos últimos três meses submetido a uma análise de conteúdo qualitativa. A análise revela duas estratégias comunicativas distintas, ainda que complementares: enquanto Mari Krüger aposta na personificação de elementos biológicos como recurso de entretenimento e de vínculo afetivo com a audiência, o Nunca Vi 1 Cientista prioriza a transparência do processo científico, por meio de vídeos explicativos e diretos. Em ambos os casos, o humor funciona como estratégia comunicativa de base, e a credibilidade é ancorada na citação de fontes e especialistas que sustentam a rastreabilidade das informações divulgadas; os dois perfis recorrem ainda a referências da cultura pop, como memes e músicas, para ampliar seu alcance junto a públicos mais jovens. Espera-se, com este trabalho, evidenciar o protagonismo de cientistas mulheres na comunicação de ciência voltada ao combate à desinformação, contribuindo tanto para o debate sobre a desinformação científica nas redes sociais digitais quanto para o reconhecimento da credibilidade e da confiança conquistadas por mulheres cientistas. ER -
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