Exportar Publicação

A publicação pode ser exportada nos seguintes formatos: referência da APA (American Psychological Association), referência do IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), BibTeX e RIS.

Exportar Referência (APA)
Marques Alves, P. & Tomé, R. (2013). Fim do trabalho: mito ou realidade?. Conferência Trabalho e Trabalhadores - Realidades, Identidades e Processos.
Exportar Referência (IEEE)
P. J. Alves and R. Tomé,  "Fim do trabalho: mito ou realidade?", in Conferência Trabalho e Trabalhadores - Realidades, Identidades e Processos, Lisboa, 2013
Exportar BibTeX
@misc{alves2013_1775128020145,
	author = "Marques Alves, P. and Tomé, R.",
	title = "Fim do trabalho: mito ou realidade?",
	year = "2013",
	howpublished = "Outro",
	url = ""
}
Exportar RIS
TY  - CPAPER
TI  - Fim do trabalho: mito ou realidade?
T2  - Conferência Trabalho e Trabalhadores - Realidades, Identidades e Processos
AU  - Marques Alves, P.
AU  - Tomé, R.
PY  - 2013
CY  - Lisboa
AB  - As ciências sociais têm sido pródigas no enunciar de teorias que acabam por não resistir a um confronto com os factos (Freyssenet, 2002).
É o que se passa no domínio do trabalho, esse conceito “problemático” (Freire, 2002). Há quem anuncie a sua extinção (Rifkin, 1995), ou quem refira o fim da sua centralidade nas sociedades contemporâneas (Gorz, 1990, 1997; Habermas, 1989; Offe, 1989; Beck, 1999; Méda, 1995).
Porém, todos os indicadores relativos ao emprego contradizem estas concepções e o capitalismo tem evidenciado capacidade para gerar emprego em novos sectores, do que é exemplo a proliferação dos McJobs (Allan et al., 2006) nos serviços privados, empregos precários, mal pagos e exigindo baixas qualificações. 
Efectivamente, aquilo a que vimos assistindo nas sociedades avançadas ao longo destes 30 anos de capitalismo global é a uma profunda transformação no mercado de trabalho, simultaneamente quantitativa e qualitativa. Quantitativa ao consubstanciar-se numa diminuição da força de trabalho industrial. Qualitativa, ao remeter para um aumento exponencial da precarização, colocando largas massas de assalariados numa situação vulnerável.
Esta precarização, acompanhada do culto da competitividade, da crescente individualização das relações de trabalho e concomitante enfraquecimento das convenções colectivas, tende a fazer crescer um sentimento de “insegurança social” (Castel, 2003) que vai fragilizando o ser social e provocando a “corrosão do [seu] carácter” (Sennett, 2001 [1998]).
O trabalho não se extinguiu nem perdeu a sua centralidade. Nada autoriza a que se considere que tivesse deixado de ser um referencial identitário e de integração social. Assiste-se é a uma sua “metamorfose” (Antunes, 2005 [1999]).
Mobilizando a informação estatística disponível, esta comunicação tem por objetivo refutar as teorias que afirmam a extinção ou a perda de centralidade do trabalho, ao mesmo tempo que evidenciará as profundas transformações de carácter quantitativo e qualitativo que vêm ocorrendo no mercado de trabalho nos últimos decénios. 
ER  -