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Madeira da Silva, Teresa, Alves, Pedro Marques , Oliveira, M. João & Magalhães, M. (2013). Organização do Espaço em Edifícios de Habitação Social: Conflitualidade e Insegurança Urbana. In Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) (Ed.), Public Sociability and Spatial Forms Meanings and Relations. (pp. 3-19). Lisboa
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M. T. Silva et al.,  "Organização do Espaço em Edifícios de Habitação Social: Conflitualidade e Insegurança Urbana", in Public Sociability and Spatial Forms Meanings and Relations, Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Ed., Lisboa, 2013, vol. 7, pp. 3-19
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	address = "Lisboa"
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TY  - CHAP
TI  - Organização do Espaço em Edifícios de Habitação Social: Conflitualidade e Insegurança Urbana
T2  - Public Sociability and Spatial Forms Meanings and Relations
VL  - 7
AU  - Madeira da Silva, Teresa
AU  - Alves, Pedro Marques 
AU  - Oliveira, M. João
AU  - Magalhães, M.
PY  - 2013
SP  - 3-19
CY  - Lisboa
AB  - Esta comunicação decorre de um estudo de avaliação e diagnóstico das necessidades de intervenção em dois bairros sociais (a “Zona J” e a “Pantera Cor-de-rosa”), situados em Marvila (Chelas), na cidade de Lisboa, realizado por uma equipa do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, para o IHRU (Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana).
Projectados e construídos nas décadas de 70 e 80 do século XX, reconhecem-se nestes bairros problemas de conflitualidade, gestão e governabilidade, assim como um avançado estado de degradação e deterioração do património edificado e do espaço público. 
Actualmente, o problema da habitação em Portugal já não se trata de uma questão quantitativa mas sim qualitativa. O défice habitacional, sentido na época em que foram projectados e construídos estes conjuntos urbanos, tem vindo a deixar d eestar no centro do debate. Por outro lado, decorridos cerca de 30 a 40 anos desde a sua construção, estes apresentam já um considerável nível de deterioração, fruto de vandalizações constantes e, sobretudo, da ausênsia de manutenção do próprio edificado, evidenciando indícios de inadequabilidade à população que neles reside. 
Pretende-se com esta comunicação, aprofundar o debate sobrede que  modo a organização do espaço construído e do espaço urbano pode potenciar, e/ou prevenir, atitudes de negligência, conflitualidade ou mesmo criminalidade principalmente em contextos sociais mais desfavorecidos. Tratando-se de bairros de habitação social, a população residente é constituída maioritariamente por indivíduos com baixos recursos, famílias numerosas, idosos e desempregados, agravando-se o potencial de criminalidade e insegurança.
Questionámos, na investigação realizada, o facto de a tipologia urbana (neste caso – edifícios de grande porte, organizados em galeria) ter reflexos na forma como os seus habitantes vivem e usufruem o bairro. O facto de não existir uma hierarquia definida entre espaços públicos, semi-públicos e privados, assim como a indefinição da ligação entre estes, conduz à existência de espaços anónimos ou impessoais, cuja utilização e apropiação é pouco clara dificultando uma apropriação adequada e a possibilidade de vigilância por parte da população residente ou visitante. 
Procurámos igualmente responder a um conjunto de questões que, tendo sido levantadas com o aprofundar do estudo, nos parecem pertinentes e actuais, dado o número de bairros com características semelhantes existentes em Portugal. 
Quais as soluções tipológicas e construtivas contemporâneas que respondem aos desejos dos moradores e, ao mesmo tempo, respondem às actuais normas e regulamentos da edificação? Quais as soluções tipológicas e construtivas contemporâneas que respondem às necessidades reais de quem lá habita e que, simultaneamente, ressalvam os pressupostos de qualidade inequívoca do projecto original? O que é que existe para conservar, reforçar ou eliminar? Qual o conjunto de exemplos e boas práticas que deveriam pautar o património construído de habitação social colectiva, ou a sua reabilitação? 
Foi a algumas destas questões que procurámos dar resposta através de propostas concretas de reorganização espacial, a partir do edificado e dos espaços urbanos existentes. 

ER  -