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Sampaio, S. (2014). O filme turístico em Portugal: 1930-1949. In CUNHA, Paulo; DIAS BRANCO, Sérgio (Ed.), Atas do III Encontro Anual da AIM. (pp. 416-430). Coimbra: AIM.
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P. S. Sampaio,  "O filme turístico em Portugal: 1930-1949", in Atas do III Encontro Anual da AIM, CUNHA, Paulo; DIAS BRANCO, Sérgio, Ed., Coimbra, AIM, 2014, pp. 416-430
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TY  - CPAPER
TI  - O filme turístico em Portugal: 1930-1949
T2  - Atas do III Encontro Anual da AIM
AU  - Sampaio, S.
PY  - 2014
SP  - 416-430
CY  - Coimbra
UR  - http://aim.org.pt/atas/pdfs/Atas-IIIEncontroAnualAIM-40.pdf
AB  - Confundindo-se com o filme de viagem, muito comum e apreciado desde as origens do cinema, o filme turístico constitui um dos géneros menos estudados da história do cinema. Portugal não fugiu à regra. Uma vista de olhos pelo Prontuário de Matos-Cruz (1989) , faz-nos deparar com centenas de títulos que indiciam conteúdos de teor turístico ou de viagem. A lei dos 100 metros
(1927) , que apoiava os filmes “de paisagem, e de argumento e interpretação portuguesa” terá incentivado esta produção, sobretudo em formatos de curta e média metragem. Nesta comunicação, discuto alguns destes filmes, produzidos nas décadas de 30 e 40 do século XX, que visionei no Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM) da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. A minha análise aponta para a consolidação de uma série de conteúdos e características formais, em conformidade com as principais orientações ideológicas do Estado Novo e sua ideia de turismo doméstico. No entanto, também se identificaram casos menos previsíveis, que combinam o gosto pela experimentação cinematográfica com o gosto pela exploração física de lugares e de práticas de viagem. A análise conjunta de um leque amplo de filmes (de propaganda direta, amadores e profissionais) vem sublinhar a importância de se ultrapassarem leituras estritamente ideológicas, a fim de dar conta de processos complexos, que permanecem em larga medida por conhecer.
ER  -