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Ana Cristina Ferreira & Ramos, M. (2016). A fecundidade em Portugal: Como seria sem as mulheres imigrantes?. V Congresso Português de Demografia. A Crise Demográfica: Um país em extinção? .
A. C. Ferreira and M. M. Ramos, "A fecundidade em Portugal: Como seria sem as mulheres imigrantes?", in V Congr.o Português de Demografia. A Crise Demográfica: Um país em extinção? , Évora, 2016
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TY - CPAPER TI - A fecundidade em Portugal: Como seria sem as mulheres imigrantes? T2 - V Congresso Português de Demografia. A Crise Demográfica: Um país em extinção? AU - Ana Cristina Ferreira AU - Ramos, M. PY - 2016 CY - Évora AB - Nos últimos 30 anos, Portugal passou a ser não só um país de emigração, mas também de imigração. Segundo os dados dos censos (INE), os estrangeiros residentes no país representavam, em 2011, 3,7 % do total, o que representa um acréscimo substancial face a 2001, quando este valor era de apenas 1,2%. Como seria de esperar, a presença de um número crescente de estrangeiros em Portugal teve repercussões a diferentes níveis, nomeadamente nas dinâmicas conjugais e familiares, tendo-se assistido neste período a um crescimento acentuado do número de casamentos mistos, ou seja, aqueles em que pelo menos um dos cônjuges nasceu fora de Portugal. Com efeito, num contexto onde o casamento tem vindo a perder peso (o número de casamentos desceu de 58.390 em 2001 para 36.025 em 2011), os casamentos em que pelo menos um dos elementos do casal não é natural de Portugal, apesar de também terem decrescido, fizeram-no em menor proporção, passando de 20,4% do total de casamentos registados no nosso país, em 2001 para 26,5% em 2011 (11.885 e 9560 respetivamente). Estas mudanças registadas ao nível das migrações e dos contextos familiares poderão fazer-se sentir também ao nível da fecundidade. É por demais conhecida a tendência registada em Portugal, como aliás em toda a Europa, do declínio da fecundidade que, a par do envelhecimento crescente das populações, tem impactos a nível demográfico, económico e social, constituindo fonte de preocupação de sucessivos governos. Serão as mulheres estrangeiras diferentes das portuguesas quanto a questões como idade ao nascimento do primeiro filho, número de filhos realizado, esperado e desejado ou mesmo quanto às razões para ter ou não filhos? E serão as mulheres estrangeiras semelhantes entre si, ou, pelo, contrário, dever-se-á ter em conta a origem destas mulheres, já que fatores culturais poderão ser importantes para as decisões ligadas à fecundidade? Com base nos dados obtidos a partir do Inquérito à Fecundidade realizado em 2013, pelo Instituto Nacional de Estatística propomo-nos responder a estas questões, identificando os padrões de fecundidade das mulheres estrangeiras, bem como perceber as suas atitudes, valores e fatores motivadores para a decisão de ter ou não filhos. A análise será feita por grupos de naturalidade (Brasil, Leste europeu e PALOP) e por comparação com as mulheres portuguesas. ER -
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