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Henriques, J. M. (2016). Coesão territorial, resiliência e inovação social: O programa rede social. In António Oliveira das Neves (Ed.), Agricultura, floresta e desenvolvimento rural. (pp. 199-214). Lisboa: IESE- Instituto de Estudos Sociais e Económicos.
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J. M. Henriques,  "Coesão territorial, resiliência e inovação social: O programa rede social", in Agricultura, floresta e desenvolvimento rural, António Oliveira das Neves, Ed., Lisboa, IESE- Instituto de Estudos Sociais e Económicos, 2016, pp. 199-214
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TY  - CHAP
TI  - Coesão territorial, resiliência e inovação social: O programa rede social
T2  - Agricultura, floresta e desenvolvimento rural
AU  - Henriques, J. M.
PY  - 2016
SP  - 199-214
CY  - Lisboa
AB  - Acumulam-se ‘crises’ (dívidas soberanas, recessão económica, alterações climáticas, envelhecimento, etc.) e acentua-se a incerteza e a imprevisibilidade relativamente à ocorrência de fenómenos raros associados a riscos potencialmente devastadores. É o caso de “fenómenos extremos” associados às alterações climáticas ou o caso de eventuais perturbações profundas do sistema financeiro. Aumenta a probabilidade de ocorrência de “cisnes negros” sem que seja possível determinar uma probabilidade associada ao momento da sua ocorrência ou ao risco a ela associado. Problemas contemporâneos desta natureza deverão ser abordados enquanto wicked problems.
O reconhecimento da diversidade espacial e da especificidade local com que estes problemas se manifestam concorre para a perceção da inevitabilidade da ação local na resposta a esses problemas vindo ao encontro da inscrição da ‘coesão territorial’ como objectivo da União Europeia pelo Tratado de Lisboa.
Acentua-se, assim, a oportunidade do aprofundamento da reflexão sobre a “resiliência” e sobre a “antifragilidade” de base territorial, a partir das análises sistémicas de natureza socioecológica e destaca-se a relevância de perspetivas que valorizam as condições institucionais, organizacionais da “capacidade de agir” (agency) na construção de “capacidade adaptativa” de base territorial. Consequentemente, a “inovação social” torna-se cada vez mais urgente para o aperfeiçoamento das políticas públicas e para a capacitação coletiva na resposta social a esses desafios e problemas. 
O Programa Rede Social foi avaliado pelo IESE e os resultados dessa avaliação podem contribuir para o aperfeiçoamento de medidas de política pública conducentes à construção da “resiliência adaptativa” na sociedade portuguesa, criando condições para melhores formas de lidar com a incerteza do futuro e com as repercussões negativas dos cenários de maior exigência.

ER  -