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Coelho, J. V. (2016). Como se não houvesse amanhã: Do trabalho numa organização start-up. In II International Meeting of ISSOW. Lisboa: APSIOT.
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J. V. Coelho,  "Como se não houvesse amanhã: Do trabalho numa organização start-up.", in II Int. Meeting of ISSOW, Lisboa, APSIOT, 2016
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TY  - CPAPER
TI  - Como se não houvesse amanhã: Do trabalho numa organização start-up.
T2  - II International Meeting of ISSOW
AU  - Coelho, J. V.
PY  - 2016
CY  - Lisboa
UR  - http://www.apsiot.pt/images/publicacoessiot/69_2eisiot.pdf
AB  - No contexto nacional, perante os relatos de sucesso efervescente, a referência a uma organização start-up, define, no momento presente, em termos mediáticos e institucionais, uma amenidade, uma platitude, correlativa do louvor dos seus méritos como factos consumados, anódinos, salvíficos.
Este louvor tem deixado pouca margem para questionamentos de natureza sociológica. O presente artigo toma por objectivo, a este propósito, a assumpção de uma perspectiva particular de problematização do fenómeno start-up, em termos sociais e organizacionais. Trata-se de um modo de ver que equaciona as implicações da natureza temporária da organização start-up, de uma concepção de tempo específica, que valoriza o tempo como recurso finito, e a start-up como forma organizacional de duração (temporalmente) limitada. Apresenta-se como suporte empírico uma narrativa constituída a partir de um conjunto de observações tomadas no decurso de uma pesquisa de natureza longitudinal, numa das organizações start-up portuguesas que maior crescimento (e visibilidade) tem conhecido nos últimos três anos. Como efeito de uma concepção linear do tempo no plano das relações mantidas na e com a organização start-up, regista-se, em termos empíricos, um foco (discursivo) na acção, no presente imediato, na constituição
contínua de um sentido de urgência. Registam-se, igualmente, em sentido próximo, um conjunto de quase-interditos (discursivos), apensos à ausência de referência(s) à finitude da duração da start-up enquanto instituição, à pouco provável existência de um futuro partilhado entre os indivíduos, à secundarização da importância e das implicações do conflito interpessoal. Neste contexto, considera-se que a organização start-up delimita um contexto particularmente fecundo de incorporação acrítica da assumpção da transitoriedade contemporânea como novo normal, evidenciando-se, deste modo, a necessidade de ampliar o âmbito das perspectivas de análise disponíveis para referir e interrogar um fenómeno, em si mesmo relevante, para uma putativa recomposição das práticas que enformam a actividade económica nacional.

ER  -